PGR insatisfeito com divulgação de escutas na Operação Influencer

O procurador-geral da República (PGR), Amadeu Guerra, manifestou a sua insatisfação em relação à divulgação de escutas relacionadas com a Operação Influencer, que envolve o ex-primeiro-ministro António Costa. Durante um evento em Loures, assinalando o Dia Internacional Contra a Corrupção, Guerra afirmou que não possui agendas e que a sua função é pautada pela seriedade.

“Não fico satisfeito com situações dessas. Não tenho agendas, como às vezes se diz que o Ministério Público lança escutas ou lança provas… Eu não tenho agendas”, declarou o PGR. Esta afirmação surge num contexto em que as suas declarações têm sido frequentemente mal interpretadas, levando a um clima de crítica em relação ao seu trabalho e ao do Ministério Público.

A polémica aumentou após a revista Sábado ter publicado um resumo das transcrições de escutas que envolvem António Costa na Operação Influencer. Em resposta, a Procuradoria-Geral da República esclareceu que nem todos os inquéritos deste caso estão sob segredo de justiça, permitindo assim que os arguidos acedessem aos autos em várias ocasiões. O Ministério Público anunciou ainda que iria proceder a uma “participação criminal pelo conteúdo” da notícia divulgada.

Guerra sublinhou que a participação criminal tem como objetivo investigar todas as pessoas envolvidas e descobrir quem forneceu as informações ao jornalista responsável pela notícia. “Contrariamente ao que já ouvi dizer, não atiramos culpas para terceiros, não atiramos culpas para ninguém. Nós assumimos as nossas culpas”, afirmou.

A Operação Influencer, que já levou à detenção e posterior libertação de cinco pessoas, incluindo o chefe de gabinete de António Costa, está a ser investigada por suspeitas de crimes relacionados com a construção de um centro de dados em Sines, a exploração de lítio em Montalegre e Boticas, e a produção de energia a partir de hidrogénio na mesma localidade. Este caso teve repercussões políticas significativas, culminando na queda do Governo de António Costa, que foi considerado suspeito, embora não tenha sido constituído arguido.

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Operação Influencer Nota: análise relacionada com Operação Influencer.

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Fonte: Sapo

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