O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, está a preparar uma nova versão do plano de paz que será submetida à Casa Branca. Esta iniciativa surge após uma série de reuniões com líderes europeus, incluindo a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, e o Papa Leão XIV. A intenção é angariar apoio para um acordo que visa pôr fim ao conflito com a Rússia.
Zelensky afirmou que a Ucrânia e os seus aliados europeus estão prontos para apresentar documentos aos Estados Unidos, após dias de intensa diplomacia. O presidente ucraniano encontrou-se recentemente com o presidente francês, Emmanuel Macron, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e o chanceler alemão, Friedrich Merz, para discutir os detalhes do plano de paz.
A pressão da Casa Branca sobre Kiev para alcançar uma paz rápida tem sido significativa. Contudo, a Ucrânia resiste ao plano proposto pelos Estados Unidos, que é visto como favorável a Moscovo. As autoridades ucranianas também estão a buscar garantias de segurança dos seus parceiros, caso um acordo seja alcançado.
Em comunicado, Zelensky destacou que os novos componentes do acordo, discutidos com os líderes britânico, francês e alemão, estão agora “mais desenvolvidos” e prontos para análise. O presidente ucraniano reiterou que a nova proposta rejeita qualquer entrega de território à Rússia, uma posição que tem sido firmemente defendida por Kiev.
Além disso, o presidente russo, Vladimir Putin, exige que a Ucrânia ceda a região do Donbas antes de considerar um cessar-fogo, uma condição que Zelensky tem rejeitado categoricamente.
O presidente finlandês, Alexander Stubb, também comentou que os aliados estão a trabalhar em três documentos distintos, que incluem um plano de ação de 20 pontos, garantias de segurança e um plano de reconstrução. Stubb acredita que a comunidade internacional está mais próxima de um acordo de paz do que em qualquer outro momento desde o início da guerra.
Por outro lado, a imprensa ucraniana, nomeadamente o ‘Kyiv Independent’, reporta que Zelensky está disposto a realizar eleições, mesmo durante o conflito, se receber garantias de segurança dos seus aliados. O presidente ucraniano expressou a sua vontade de avançar com eleições nos próximos 60 a 90 dias, caso os Estados Unidos e os parceiros europeus assegurem a proteção necessária. Para tal, pediu aos deputados que desenvolvessem propostas legislativas que permitam alterações à lei eleitoral, que atualmente proíbe eleições durante a lei marcial.
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Fonte: Sapo





