A diversificação das cadeias de abastecimento na União Europeia está a passar de meras discussões para ações concretas. Jens Eskelund, presidente da Câmara de Comércio da União Europeia, sublinhou que as empresas estão a intensificar os esforços para reduzir a dependência das cadeias de abastecimento chinesas. Este movimento surge numa altura em que as tensões geopolíticas e as interrupções causadas pela pandemia de COVID-19 colocaram em evidência a vulnerabilidade das cadeias de abastecimento globais.
A necessidade de diversificação é cada vez mais premente, uma vez que muitos países estão a reavaliar as suas relações comerciais com a China. A Câmara de Comércio da UE aponta que as empresas estão a explorar novos mercados e a estabelecer parcerias com fornecedores de diferentes regiões. Esta mudança não só visa aumentar a resiliência das cadeias de abastecimento, mas também a segurança económica das nações europeias.
Além disso, a diversificação das cadeias de abastecimento pode trazer benefícios significativos, como a redução de custos e a melhoria da eficiência operacional. Ao diversificar as fontes de aprovisionamento, as empresas podem mitigar riscos associados a flutuações de mercado e a crises políticas. A Câmara de Comércio da UE acredita que, ao diversificarem as suas cadeias de abastecimento, as empresas europeias estarão melhor preparadas para enfrentar desafios futuros.
Os avanços nesta área são visíveis, com várias empresas já a implementar estratégias que visam a diversificação. No entanto, o sucesso desta transição dependerá da capacidade das empresas em adaptar-se rapidamente a novas realidades e em encontrar parceiros fiáveis fora da China. A Câmara de Comércio da UE continuará a apoiar estas iniciativas, promovendo diálogos e colaborações entre empresas e governos.
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Fonte: CNBC





