O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que os dias do líder venezuelano, Nicolás Maduro, “estão contados”. Durante uma entrevista ao Politico, Trump foi questionado sobre a possibilidade de uma intervenção militar para remover Maduro do poder, que ocupa desde 2013. Embora não tenha confirmado uma invasão terrestre, deixou no ar a possibilidade, afirmando: “Não quero falar sobre isso. Por que falaria sobre isso com uma publicação tão hostil para comigo?”.
Recentemente, dois caças F-18 dos Estados Unidos sobrevoaram o Golfo da Venezuela, uma ação que contribui para aumentar a pressão sobre o governo de Maduro. Segundo o serviço de rastreamento de aviação Flightradar24, a operação ocorreu a cerca de 160 quilómetros a nordeste de Maracaibo, capital do estado de Zulia, e durou cerca de 40 minutos. As autoridades venezuelanas não comentaram diretamente o incidente, mas reafirmaram a sua disposição para “lutar” em caso de agressão.
Os Estados Unidos têm mantido um destacamento naval significativo nas águas do Mar das Caraíbas, algo que o governo de Maduro considera uma ameaça para a sua soberania. O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, afirmou que a Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) está pronta para responder a qualquer “nova agressão militar” dos Estados Unidos, reforçando a determinação de lutar pela liberdade do país.
Por outro lado, o chefe da diplomacia venezuelana, Yván Gil, defendeu uma “ofensiva revolucionária” contra o que considera ser o imperialismo norte-americano. Jorge Rodríguez, presidente do Parlamento, também garantiu que a Venezuela se defenderá de qualquer agressão militar, acusando os Estados Unidos de querer “devastar” o país.
Em um contexto de tensão, Maduro anunciou que a produção pesqueira na Venezuela aumentou, apesar das ameaças externas. O Presidente destacou que a produção aquícola cresceu 4% e a captura pesqueira 2,4% entre janeiro e novembro deste ano, considerando estes números como uma conquista em meio às “provocações hostis” dos Estados Unidos.
Além disso, Maduro previu um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 9% em 2025, apesar do que chamou de “agressão económica” contínua. No plano diplomático, a Venezuela anunciou que Maduro conversou ao telefone com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, que expressou apoio face às “provocações” dos Estados Unidos.
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Fonte: Sapo





