Aumento de subsídio da GNR não satisfaz associações

O Ministério da Administração Interna (MAI) anunciou um aumento de 2,15% no suplemento de escala da Guarda Nacional Republicana (GNR) para 2026. No entanto, as associações representativas dos profissionais da GNR, em particular a Associação dos Profissionais da Guarda (APG), insistem que as negociações devem focar-se nos vencimentos base, que consideram a questão mais premente.

Após uma reunião no MAI, César Nogueira, presidente da APG, afirmou que o aumento do suplemento de escala resultará num acréscimo mensal de apenas três euros. Este aumento junta-se ao incremento de 2,5% já anunciado para o suplemento especial de serviço, destinado aos militares que atuam na investigação criminal e em unidades especiais.

As associações da GNR não estão satisfeitas com a abordagem do Governo, considerando que as alterações ao estatuto remuneratório estão a ser feitas “aos remendos”. Nogueira defendeu que é essencial discutir todo o estatuto, incluindo a criação de uma nova tabela remuneratória que aborde os vencimentos base de forma abrangente.

A APG anunciou que continuará a realizar ações de protesto até que a revisão total do estatuto remuneratório esteja em discussão. Os protestos estão agendados para janeiro, após uma concentração que ocorreu recentemente junto à residência do primeiro-ministro, em colaboração com a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP).

Durante a reunião, o MAI também apresentou uma nova proposta relativa aos serviços remunerados, que prevê um aumento de 15% nas duas tabelas existentes: a tabela geral (tabela A) e a tabela destinada a competições desportivas não profissionais (tabela B). A APG defendeu a necessidade de consolidar estas tabelas numa única.

Além disso, o MAI irá reunir-se com os sindicatos da PSP, embora a ASPP não esteja presente, tendo abandonado as negociações na última reunião. A ASPP critica o Governo por não cumprir o acordo celebrado em julho de 2024 e, tal como a APG, prioriza a negociação de salários. A próxima reunião de negociação está agendada para janeiro, com a saúde e higiene no trabalho como um dos temas a serem discutidos.

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GNR Nota: análise relacionada com GNR.

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Fonte: ECO

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