Duas empresas portuguesas, Neuraspace e Connect Robotics, foram selecionadas para o Acelerador de Inovação em Defesa do Atlântico Norte (DIANA), uma iniciativa da NATO que visa apoiar o desenvolvimento de tecnologias inovadoras. Ambas as empresas foram escolhidas entre milhares de candidaturas de 32 países membros da NATO, destacando-se pela sua capacidade de criar soluções que utilizam inteligência artificial para melhorar a segurança e a logística em cenários críticos.
A Neuraspace foca-se na proteção de satélites, desenvolvendo uma plataforma de defesa chamada NeuraspaceDEF. Esta tecnologia utiliza inteligência artificial para garantir a consciência situacional no espaço e a gestão do tráfego espacial. Chiara Manfletti, CEO da Neuraspace, afirma que a integração no acelerador da NATO permitirá à empresa colaborar diretamente com a aliança na criação de soluções que atendem às necessidades operacionais reais.
Por outro lado, a Connect Robotics está a desenvolver soluções logísticas que visam facilitar entregas em áreas de conflito, sem colocar vidas humanas em risco. Ana Manuel Martins, COO da Connect Robotics, explica que a empresa pretende demonstrar que a tecnologia pode superar a complexidade logística, especialmente em situações de emergência. A solução da Connect Robotics é compatível com qualquer tipo de drone, o que permite uma rápida adaptação às necessidades dos operadores.
Ambas as empresas receberão um investimento inicial de 100 mil euros e acesso a uma vasta rede de centros de teste da NATO, onde poderão validar as suas tecnologias em ambientes operacionais. Além disso, terão a oportunidade de concorrer a um financiamento adicional de até 300 mil euros. Este apoio financeiro é visto como um “catalisador estratégico” para a evolução das suas tecnologias, permitindo uma transição mais rápida do uso civil para o militar.
O acesso ao acelerador da NATO representa uma oportunidade única para estas empresas, pois facilita o contacto com potenciais utilizadores e investidores. Chiara Manfletti sublinha que o verdadeiro valor da participação no DIANA é o acesso antecipado ao mercado e a possibilidade de acelerar a entrada no segmento de defesa europeu.
As duas empresas têm planos ambiciosos para o futuro. A Neuraspace já está a trabalhar em projetos relacionados com a Agência Europeia Espacial, enquanto a Connect Robotics está a expandir as suas operações para mercados internacionais, como a Irlanda e a Alemanha. Ambas as empresas estão determinadas a aproveitar ao máximo a sua participação no acelerador da NATO para fortalecer a sua posição no setor da defesa.
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acelerador da NATO acelerador da NATO Nota: análise relacionada com acelerador da NATO.
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Fonte: ECO





