F3M de Braga aposta na saúde e Moçambique após saída de Angola

A F3M, uma empresa de software com sede em Braga, decidiu vender a sua operação em Angola devido a “dificuldades e desafios” enfrentados no mercado angolano, nomeadamente questões cambiais e problemas de pagamentos ao exterior. Pedro Fraga, CEO da F3M, explicou que a operação em Angola deixou de ser estratégica, e a melhor forma de garantir a continuidade da atividade foi através da venda à concorrente inCentea, com sede em Leiria. Fraga sublinhou que a empresa mantém um bom relacionamento institucional com a nova proprietária.

A F3M não tem planos de desinvestir na sua operação em Moçambique, que continua a crescer apesar da instabilidade no país. O CEO afirmou que a F3M Moçambique não está em risco e que a empresa prevê um aumento de 11% no volume de negócios em 2025, em comparação com o ano anterior. Para 2026, a F3M planeia expandir a sua equipa local, que atualmente conta com cerca de dez colaboradores, e reforçar o seu software com inteligência artificial. A migração dos clientes, especialmente na área empresarial, para novas ferramentas com suporte de IA é uma das suas prioridades.

O grupo F3M, que inclui também a Megalentejo e a Dot Pro, espera um crescimento de dois dígitos em relação a 2024, ano em que faturou cerca de 7 milhões de euros. Com um total de aproximadamente 150 funcionários, a empresa está a investir fortemente na área da saúde, onde já registou um aumento de 40% desde o início da pandemia. A F3M já migrou cerca de 70% dos seus clientes para soluções em cloud, destacando o impacto positivo da sua mais recente solução tecnológica para o processo clínico e social.

No setor têxtil, a F3M também está a ver um crescimento significativo, com a faturação a aumentar a dois dígitos em relação ao ano anterior. O CEO destacou o lançamento de novas soluções tecnológicas focadas na produção e controlo de qualidade, que têm um grande potencial para o futuro. Além disso, a empresa está a expandir os seus serviços de consultoria em todo o território nacional, incluindo as regiões autónomas, para ajudar na implementação de normas de segurança cibernética e proteção de dados.

Leia também  Grandes números da COP30: financiamento e participação em destaque

Pedro Fraga também abordou a possibilidade de venda da F3M, afirmando que está ciente de que um “exit” poderá ocorrer nos próximos anos. Com 38 anos de experiência na empresa, Fraga vê a sua estratégia de crescimento como um fator que torna a F3M mais atrativa para potenciais compradores. “É algo que não coloco de parte, pois só um filho não se transaciona”, referiu, numa alusão à sua ligação emocional à empresa.

Leia também: F3M e o futuro da tecnologia em saúde e têxtil.

Leia também: Primeiros projetos de hidrogénio verde em Sines começam em 2026

Fonte: ECO

Não percas as principais notícias e dicas de Poupança

Não enviamos spam! Leia a nossa política de privacidade para mais informações.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Back To Top