O Polo Norte, frequentemente descrito como o umbigo do mundo, tem fascinado a humanidade ao longo dos séculos. Para o historiador Heródoto, esta região era o lar das coisas mais belas e raras. No entanto, a verdadeira exploração do Polo Norte só começou em 1895, quando os noruegueses Fridtjof Nansen e Hjalmar Johansen alcançaram a latitude mais setentrional, a 86º13,6’ N. A aventura foi realizada a bordo do famoso navio Fram, que se tornou um ícone da exploração polar e que pode ser visitado em Oslo.
Os exploradores, equipados com 28 cães, três trenós e dois caiaques, partiram em busca de fama e conhecimento, desafiando um território que, até então, era considerado um cemitério de exploradores. A busca pelo Polo Norte não era apenas uma questão de curiosidade, mas também uma demonstração do espírito humano em busca de novos horizontes.
No seu novo livro, “Polo Norte”, Erling Kagge partilha a sua própria experiência nesta jornada épica. Kagge, que já alcançou o Polo Norte em duas ocasiões, uma em 1990 e outra em 2023, narra a transformação da região ao longo de mais de três décadas. O autor descreve o Polo Norte como um lugar onde o sol nasce apenas uma vez por ano, dando lugar a seis meses de luz e seis meses de escuridão. Esta dualidade torna o local ainda mais intrigante, mas também revela os desafios que os exploradores enfrentam.
Nos últimos anos, o interesse pelo Polo Norte tem evoluído. O fascínio pela sua beleza natural deu lugar à exploração das suas riquezas, com novas rotas comerciais a serem abertas. A região, rica em recursos naturais, tornou-se um ponto estratégico para o comércio marítimo, atraindo a atenção de várias nações.
A obra de Kagge, editada pela Quetzal e traduzida por Miguel de Castro Henriques, é uma sugestão de leitura imperdível da livraria Palavra de Viajante. O livro não só retrata a aventura de alcançar o Polo Norte, mas também convida os leitores a refletirem sobre o impacto da exploração humana neste ambiente tão frágil.
Leia também: A importância das rotas comerciais no Ártico. O Polo Norte continua a ser um símbolo de exploração e descoberta, e a obra de Erling Kagge é um testemunho do espírito indomável que nos leva a explorar o desconhecido.
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Fonte: Sapo





