O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, manifestou hoje a sua indignação em relação ao governo australiano, acusando-o de “lançar achas na fogueira do antissemitismo” no país. Esta declaração surge na sequência de um tiroteio em Sydney que resultou na morte de 12 pessoas e deixou 29 feridos. As autoridades australianas já classificaram o incidente como um “ato terrorista”.
Durante uma celebração do Hanukkah na praia de Bondi, dois homens abriram fogo contra a multidão, levando Netanyahu a criticar a política australiana. “Há três meses, escrevi ao primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, alertando que a sua política estava a contribuir para o aumento do antissemitismo”, afirmou Netanyahu, referindo-se a uma carta enviada em agosto, após o reconhecimento de um Estado palestiniano por Camberra.
O primeiro-ministro israelita sublinhou que “o antissemitismo é um cancro que se espalha quando os líderes permanecem em silêncio e não agem”. Esta afirmação foi feita durante um discurso no sul de Israel, onde Netanyahu reiterou as preocupações de outros líderes israelitas sobre o crescente antissemitismo na Austrália.
O presidente de Israel, Isaac Herzog, também condenou o ataque, afirmando que “os nossos irmãos e irmãs de Sydney foram atacados por terroristas ignóbeis”. Herzog apelou ao governo australiano para que tome medidas eficazes contra a onda de antissemitismo que, segundo ele, tem vindo a aumentar na sociedade australiana.
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, Gideon Saar, expressou a sua consternação nas redes sociais, afirmando que “estas são as consequências da onda de antissemitismo que varreu as ruas da Austrália nos últimos dois anos”. Saar insistiu que o governo australiano deve agir de forma a combater este fenómeno.
Além disso, o líder da oposição israelita, Yair Lapid, manifestou a sua horrorização face ao ataque em Sydney, mencionando que cidades como Boulder, Manchester e Washington também têm sido palco de ataques mortais contra judeus. “Para pôr fim a estes horrores, é necessária uma intervenção imediata e decisiva a todos os níveis”, acrescentou.
Por fim, o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, responsabilizou o governo australiano, afirmando que “o sangue das vítimas está nas mãos do governo australiano, que legitimou o terrorismo contra os judeus com o reconhecimento de um Estado palestiniano”.
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Fonte: Sapo





