Luís Cabral, o novo presidente do INEM, anunciou a possibilidade de um aumento da taxa de 2,5% que as seguradoras cobram sobre os prémios de seguros de Vida, Acidentes, Saúde e Automóvel. Em entrevista ao jornal Público, Cabral destacou que o atual financiamento não é suficiente para cobrir as necessidades de resposta da instituição. “Vamos ter de rever esse valor”, afirmou.
Quando questionado sobre a possibilidade de aumentar a taxa para 3%, Cabral mostrou-se cauteloso, afirmando que não sabe se esse valor será o ideal. “Acredito que, se for solicitado um esforço aos portugueses, deve ser um esforço que garanta a sustentabilidade do sistema a longo prazo”, disse. Esta declaração levanta a hipótese de um aumento ainda maior, já que o presidente do INEM considera que um incremento de meio ponto percentual pode não ser suficiente.
O aumento da taxa de seguros é justificado pela revisão do protocolo com a Liga Portuguesa dos Bombeiros, que resultou num acréscimo de despesa anual de cerca de 30 milhões de euros. Em 2024, as taxas cobradas pelas seguradoras e entregues ao INEM atingiram os 170 milhões de euros, representando mais de 98% do orçamento da instituição. Assim, um aumento da taxa em 0,5% poderia gerar mais 34 milhões de euros, com base nos valores do ano anterior.
O presidente do INEM sublinha a necessidade de garantir a sustentabilidade financeira da instituição, uma vez que os custos operacionais têm vindo a aumentar. O aumento da taxa de seguros é uma medida que poderá ajudar a cobrir estas despesas e assegurar que o INEM continue a prestar um serviço de qualidade à população.
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Fonte: ECO





