Banca europeia competitiva precisa de menos burocracia, diz Pedro Pimenta

Pedro Pimenta, presidente da Comissão Executiva da Abanca Portugal, afirmou recentemente que, para que a banca europeia se torne verdadeiramente competitiva, é essencial que os reguladores ajudem a eliminar a burocracia desnecessária. Esta declaração surge num momento em que a Abanca concluiu a integração do EuroBic, uma operação que não só aumentou a base de clientes como também fortaleceu a presença do banco em Portugal.

Com uma carreira no setor financeiro desde 1989 e parte do Abanca desde 1999, Pimenta liderou a transformação da Abanca de uma sucursal de um banco espanhol para um banco de direito português. Esta mudança, segundo ele, proporciona uma maior proximidade com os reguladores e com os clientes, permitindo uma gestão mais eficaz e adaptada ao mercado local.

A integração do EuroBic multiplicou por quatro a base de clientes da Abanca, resultando numa rede comercial de 230 pontos de venda e num volume de negócios superior a 20 mil milhões de euros. Pimenta destacou que, apesar dos desafios inerentes a uma operação desta magnitude, o processo foi bem-sucedido e já está a beneficiar os antigos clientes do EuroBic, que agora utilizam a nova plataforma da Abanca.

Em relação à competitividade da banca europeia, Pimenta sublinhou a importância de aplicar o princípio “mesmos riscos, mesmas regras”. Ele argumenta que a complexidade regulatória atual, que inclui requisitos elevados em capital e liquidez, pode prejudicar a capacidade dos bancos de médio porte de competir, especialmente face ao chamado shadow banking.

O CEO da Abanca Portugal também abordou a relação com o Grupo Abanca, que possui uma presença significativa em 11 países. Ele enfatizou que a autonomia de gestão da filial em Portugal, alinhada com a estratégia do grupo, proporciona vantagens em termos de capital e acesso a tecnologias avançadas. Esta estrutura permite à Abanca oferecer uma ampla gama de soluções de investimento e financiamento, mantendo-se próxima dos seus clientes.

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Pimenta expressou a ambição de consolidar a presença da Abanca em segmentos onde já é forte, como o setor agrícola e o private banking. Ele também mencionou a intenção de acelerar a transformação digital, sem perder de vista a importância das relações pessoais com os clientes.

A estratégia da Abanca em Portugal é clara: crescer de forma sustentável e responsável, aproveitando as sinergias resultantes da integração do EuroBic. Pimenta acredita que, à medida que o processo de integração avança, o contributo da Abanca Portugal para os resultados do grupo será cada vez mais positivo.

Além disso, o banqueiro reconheceu a crescente concorrência das fintechs e do shadow banking, mas defendeu que a banca tradicional ainda possui vantagens significativas, como a confiança e a supervisão regulatória. O futuro, segundo Pimenta, reside na criação de ecossistemas que integrem a banca tradicional e as novas tecnologias.

Por fim, em relação à União da Poupança e dos Investimentos proposta pela Comissão Europeia, Pimenta considera que a iniciativa tem potencial, mas deve ser implementada com cautela, garantindo que os mercados de capitais sejam menos fragmentados e que haja uma maior literacia financeira entre os cidadãos.

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Fonte: Sapo

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