As taxas Euribor, que influenciam diretamente o valor das prestações mensais das casas, apresentam um cenário misto esta semana. Enquanto as taxas a três e a seis meses registaram uma descida, a taxa a 12 meses subiu, alcançando um novo máximo desde abril de 2024.
A Euribor a seis meses caiu para 2,168%, uma redução de 0,002 pontos em relação à última sexta-feira. Por sua vez, a Euribor a três meses desceu para 2,072%, uma diminuição de 0,010 pontos. No entanto, a taxa a 12 meses subiu para 2,310%, um aumento de 0,016 pontos, marcando o ponto mais alto desde 4 de abril.
Esta evolução das taxas Euribor acontece numa altura em que se aproxima a próxima reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), agendada para quarta e quinta-feira em Frankfurt. No último encontro, realizado a 30 de outubro, o BCE decidiu manter as taxas diretoras inalteradas pela terceira vez consecutiva, uma decisão que já era esperada pelo mercado. Desde junho de 2024, a entidade já tinha promovido oito cortes nas taxas.
Christine Lagarde, presidente do BCE, afirmou após a reunião que a instituição está “em boa posição” em termos de política monetária, embora tenha enfatizado que esta não é uma situação estática. As taxas Euribor são determinadas pela média das taxas de juro a que um grupo de 19 bancos da Zona Euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.
A subida da Euribor a 12 meses pode impactar muitos portugueses, especialmente aqueles com créditos à habitação indexados a esta taxa. É importante que os mutuários estejam atentos a estas flutuações, uma vez que podem influenciar o valor das suas prestações mensais.
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Fonte: ECO





