O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, defendeu recentemente a utilização de ativos russos congelados na União Europeia (UE) como uma estratégia para ajudar o seu país a resistir à agressão russa. Durante o 8.º Fórum Económico Germano-Ucraniano, realizado em Berlim, Zelensky afirmou que “este dinheiro deveria realmente ser usado para resistir à agressão russa”. A proposta de usar esses ativos para financiar um empréstimo à Ucrânia está a ser debatida pelos líderes da UE e, segundo o Presidente ucraniano, “é inteligente e funcionará”.
Zelensky destacou que esta medida pode ser uma forma eficaz de pressionar a Rússia e aproximar o fim do conflito. O apelo do líder ucraniano surge numa altura em que se aproxima uma cimeira dos chefes de Estado e de Governo da UE, onde se espera que se chegue a um consenso sobre a utilização dos ativos russos congelados para apoiar financeiramente a Ucrânia.
Além disso, o Presidente ucraniano sublinhou a importância de desenvolver projetos industriais conjuntos com países aliados, especialmente na área da defesa, onde a Ucrânia possui empresas altamente avançadas que têm demonstrado resultados significativos no campo de batalha. Zelensky também abordou os impactos devastadores dos ataques russos à infraestrutura energética da Ucrânia, que, segundo ele, são frequentemente utilizados por Vladimir Putin como argumento nas negociações para a paz.
A resiliência da Ucrânia, que permite ao país “levantar-se e reagir”, é um dos principais argumentos de Kiev nas suas conversações diplomáticas. Zelensky classificou as negociações em curso em Berlim com uma delegação norte-americana sobre o plano de paz proposto pelos Estados Unidos como “produtivas”, embora reconheça que não são fáceis. “É importante que a paz seja alcançada”, afirmou o Presidente.
As conversações continuarão, mas Zelensky viajará para os Países Baixos, o que significa que não estará presente nas próximas discussões. No último domingo, o Presidente ucraniano reuniu-se com Steve Witkoff, enviado especial dos Estados Unidos, e Jared Kushner, genro do ex-Presidente Donald Trump, para discutir alterações ao plano de paz para a Ucrânia.
Rustem Umerov, secretário do Conselho de Segurança Nacional e Defesa da Ucrânia, também comentou sobre as conversações, descrevendo-as como “construtivas e produtivas”. Ele mencionou que “houve progressos reais” e apelou para que não se deixem levar por rumores e especulações que não refletem o trabalho que está a ser feito entre Washington e Kiev. Umerov agradeceu ainda os esforços significativos da administração Trump para encontrar um caminho para um acordo de paz duradouro.
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Fonte: Sapo





