Bruxelas investe 150 mil milhões anuais para resolver crise habitacional

A Comissão Europeia anunciou um investimento significativo de 150 mil milhões de euros por ano, destinado a enfrentar a crise da habitação que afeta milhões de cidadãos europeus. Este plano, apresentado esta terça-feira, visa colocar no mercado 650 mil casas anualmente ao longo da próxima década, uma resposta urgente à crescente necessidade habitacional.

Dan Jørgensen, comissário europeu da Habitação, sublinhou a importância de uma abordagem coletiva: “A Europa deve assumir coletivamente a responsabilidade pela crise habitacional que afeta milhões dos cidadãos e agir em conformidade”. O plano inclui várias medidas, como a renovação de edifícios devolutos e a limitação do crescimento do alojamento local, que tem contribuído para a especulação imobiliária.

Este é o primeiro plano a nível comunitário focado na crise da habitação, que propõe uma estratégia abrangente para a construção habitacional. As iniciativas incluem a renovação e reconversão de edifícios, a simplificação das regras de construção e a revisão das normas de auxílios estatais. O objetivo é facilitar o investimento em habitação acessível e social, permitindo que os Estados-membros possam agir de forma mais eficaz.

O financiamento deste plano será assegurado através do orçamento da União Europeia e do Banco Europeu de Investimento. Além disso, as ajudas estatais serão permitidas, desde que direcionadas para a habitação acessível, conforme anunciou Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia. “Queremos adotar estas ações concretas para tornar a habitação mais acessível”, afirmou Jørgensen, destacando a importância de regulamentar arrendamentos de curta duração e reduzir a burocracia.

Os dados revelam que os preços das casas na União Europeia aumentaram em média 60% desde 2015, com alguns países a registarem aumentos superiores a 200%. Simultaneamente, os preços das rendas e os custos da energia também têm subido, enquanto as licenças de construção residencial diminuíram cerca de 22% desde 2011. Em Portugal, as taxas de crescimento anual dos preços das casas têm sido de dois dígitos, impulsionadas por uma procura intensa e uma oferta limitada.

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Particularmente em Lisboa, a situação é alarmante: a proporção entre o salário e a renda é de 116%, o que significa que um rendimento médio é insuficiente para alugar um apartamento na capital. Este cenário evidencia a urgência das medidas propostas por Bruxelas para mitigar a crise da habitação.

Leia também: O impacto da especulação imobiliária em Portugal.

crise da habitação crise da habitação Nota: análise relacionada com crise da habitação.

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Fonte: Sapo

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