Estamos na última semana completa dos mercados de 2025, com o Natal a aproximar-se e a maioria das bolsas fechadas na próxima semana. Após uma semana intensa, os analistas do Bankinter antecipam que o reposicionamento dos investidores esta semana, já com o olhar em 2026, poderá resultar em ligeiras subidas nos índices.
Durante esta semana, serão divulgados vários dados macroeconómicos e realizar-se-ão reuniões de cinco bancos centrais. Os analistas destacam que Noruega e Suécia manterão as suas taxas de juro inalteradas em 4,00% e 1,75%, respetivamente, sem grande impacto no mercado. No entanto, o Banco de Inglaterra deverá reduzir a sua taxa em 25 pontos base, fixando-a em 3,75%. O Banco Central Europeu (BCE) manterá a sua taxa entre 2,00% e 2,15%, mas poderá apresentar previsões macroeconómicas revistas, sugerindo que o próximo movimento pode ser uma subida, ao invés de uma descida. Por sua vez, o Banco do Japão poderá aumentar a taxa em 25 pontos base, elevando-a para 0,75%.
Nos Estados Unidos, a semana passada trouxe alguma animação com a redução das taxas de juro pela Reserva Federal (Fed). Contudo, as incertezas em torno da inteligência artificial continuam a preocupar os investidores. Henrique Valente, analista da ActivTrades Europe, afirma que a atenção voltou-se para a viabilidade dos investimentos em infraestruturas de inteligência artificial.
A Oracle, por sua vez, divulgou resultados que levantaram questões sobre a sua posição no mercado das grandes tecnológicas. Os analistas do Bankinter alertam que a empresa pode ser uma exceção negativa devido à sua elevada dívida resultante de investimentos tardios em IA. Além disso, foi reportado que a conclusão de alguns data centers da Oracle, destinados à OpenAI, poderá ser adiada de 2027 para 2028 devido a constrangimentos de mão de obra e materiais. Embora a Oracle tenha negado atrasos, este episódio afetou o sentimento do mercado, contribuindo para um fecho semanal em terreno negativo.
Para esta semana, os investidores europeus estarão atentos às decisões e declarações do Banco Central Europeu, enquanto os investidores norte-americanos focarão os dados de inflação e os indicadores do mercado de trabalho. Estes dados poderão ajudar a clarificar o ritmo do abrandamento económico e as próximas decisões da Fed.
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Fonte: Sapo





