Lavoro aposta em calçado tático e quer conquistar mercado nacional

A ICC – Indústrias e Comércio de Calçado, proprietária da marca Lavoro, está determinada em expandir a sua presença no mercado nacional de calçado tático. A empresa de Guimarães tem como objetivo conquistar um terço deste segmento, estimado em 36 milhões de euros, até 2030. Neste momento, a Lavoro está a participar em seis concursos, sendo cinco deles para o mercado internacional.

Para alcançar este ambicioso objetivo, a ICC está a investir cinco milhões de euros na expansão da sua área de produção. Este investimento permitirá aumentar a capacidade da empresa, que atualmente conta com 220 colaboradores, prevendo-se um crescimento de 15 a 20% na sua equipa. A previsão é fechar o ano com um volume de negócios de 25 milhões de euros.

Teófilo Leite, presidente do conselho de administração da ICC, destaca que o reforço dos orçamentos para a Defesa, tanto a nível europeu como nacional, representa uma oportunidade estratégica para a indústria do calçado. “O aumento dos orçamentos de defesa pode ser visto como uma janela de oportunidade para empresas que dominem a bioengenharia do calçado e a ergonomia aplicada”, afirma Leite.

A Lavoro, com a sua experiência em inovação e conforto, está bem posicionada para se tornar um parceiro de referência na nova geração de calçado técnico europeu, tanto para o setor civil como para a defesa. A marca já desenvolveu o modelo de bota tática SAS, utilizada pelo Exército português em várias missões, e que recebeu a certificação ‘Army tested’.

O mercado de calçado tático é caracterizado por ser altamente formal, com a maioria dos negócios a serem dinamizados por concursos públicos. A Lavoro está a concorrer a contratos que, na sua maioria, têm uma duração de dois anos e exigem atualizações constantes em termos de inovação técnica e funcionalidade do calçado militar.

Leia também  Paddy Cosgrave alerta para o fim do domínio tecnológico ocidental

Além disso, a ICC está a colaborar com o Centro Tecnológico da Indústria Têxtil e do Vestuário de Portugal (CITEVE) para desenvolver soluções inovadoras para o fardamento do soldado do futuro, incluindo têxteis inteligentes. O setor de segurança e defesa representa atualmente 20% do volume de negócios da ICC, e as previsões apontam para um crescimento significativo nos próximos anos.

A expansão da área de produção, que passará de 4.000 para 10.000 metros quadrados, inclui a implementação de tecnologias avançadas, como a robotização e a costura automática. Apesar de alguns atrasos na conclusão das obras, a ICC espera ter a nova capacidade instalada até ao final do primeiro semestre do próximo ano.

Com a nova infraestrutura, a ICC espera aumentar a competitividade e a capacidade de inovação, além de promover a produção de calçado mais ecológico. O presidente da ICC acredita que a empresa necessitará de um reforço de recursos humanos para lidar com a crescente demanda, mesmo com o avanço da robotização.

A Lavoro, que atualmente exporta 60% da sua produção, está a explorar novos mercados e a consolidar a sua presença em países onde já opera, como a Mongólia. “A estimativa é fechar o ano de 2025 com um volume de negócios consolidado de 25 milhões de euros, para mais de 50 mercados”, conclui Teófilo Leite.

Leia também: O impacto da inovação no mercado de calçado técnico.

calçado tático calçado tático calçado tático Nota: análise relacionada com calçado tático.

Leia também: Novo Hotel Meliá em São João da Madeira com investimento de 16 milhões

Fonte: ECO

Não percas as principais notícias e dicas de Poupança

Não enviamos spam! Leia a nossa política de privacidade para mais informações.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Back To Top