O foguetão europeu Ariane6 descolou com sucesso do centro espacial de Korou, na Guiana Francesa, levando a bordo dois satélites do programa Galileo da União Europeia. Esta missão, que ocorreu às 02:01 horas locais (05:01 em Lisboa), marca a quarta operação deste novo modelo da Agência Espacial Europeia (ESA) e o 14.º lançamento do programa Galileo, que visa garantir a autonomia da Europa em sistemas de navegação terrestre, como o GPS.
As condições meteorológicas eram favoráveis, apesar da estação das chuvas na região. A libertação dos satélites está prevista para ocorrer a uma altitude média de cerca de 22.900 quilómetros, aproximadamente três horas e 55 minutos após a descolagem. Com a inclusão dos novos aparelhos, designados SAT 33 e SAT 34, a constelação Galileo passa a contar com um total de 34 satélites, o que promete melhorar a precisão da geolocalização civil na Europa.
Desde a invasão russa da Ucrânia, a União Europeia enfrentou desafios significativos no acesso ao espaço, especialmente após a suspensão da cooperação com os foguetões Soyuz em 2022. A retirada do Ariane5, em 2023, deixou a UE sem um meio de lançamento independente até que o Ariane6 entrasse em operação. O voo inaugural deste novo foguetão ocorreu em julho de 2024, marcando um novo capítulo na exploração espacial europeia.
Para contornar a falta de lançamentos, a ESA recorreu à SpaceX, que lançou dois satélites Galileo em setembro de 2024, a partir do centro espacial Kennedy, na Florida. Em setembro deste ano, a Arianespace anunciou uma revisão na previsão de lançamentos comerciais do Ariane6, reduzindo de cinco para quatro em 2025, mas prometendo um aumento para oito lançamentos no ano seguinte.
Até agora, em 2025, a Arianespace já realizou com êxito três lançamentos comerciais, incluindo um satélite militar e um satélite meteorológico, além do satélite Sentinel-1D, que faz parte do programa europeu de observação da Terra, Copernicus. O progresso do Ariane6 é um passo importante para a autonomia da Europa em tecnologia espacial e navegação terrestre.
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Ariane6 Nota: análise relacionada com Ariane6.
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Fonte: ECO





