Babel volta a investir em aquisições em Portugal em 2026

O grupo tecnológico espanhol Babel está a preparar-se para retomar as suas aquisições em Portugal no próximo ano. A empresa, com sede em Madrid, está a “perseguir” um alvo que apresenta um faturamento aproximado de 15 milhões de euros, com o objetivo de duplicar a sua dimensão e diversificar as suas tecnologias. Esta estratégia surge como uma forma de se precaver face ao fim do apoio financeiro europeu.

Pedro Malato Branco, country manager da Babel em Portugal, revelou ao ECO que a empresa deverá apresentar uma proposta formal no primeiro trimestre de 2026. Este anúncio surge após um ano em que a Babel Portugal registou um crescimento de cerca de 15% no volume de negócios, alcançando mais de 13 milhões de euros.

“A nossa unidade está atenta aos diferentes mercados onde operamos e a analisar as oportunidades disponíveis. Temos um alvo prioritário e algumas outras opções em consideração, mas que ainda não estão suficientemente maduras para avançar”, explicou Malato Branco.

Este movimento marca o regresso da Babel às aquisições em Portugal, dois anos após a compra da KinetIT, uma consultora especializada em tecnologia Outsystems. Agora, sob a liderança de Malato Branco, a empresa está focada em expandir a sua presença no mercado português. Em 2025, a Babel já havia adquirido a Meraki Software Technologies na Colômbia e está a desenvolver outras operações em Espanha.

A motivação para esta nova fase de aquisições é também impulsionada pelo fato de que 60% das receitas da Babel Portugal provêm do setor público. Malato Branco sublinha que, com o fim do PRR, o setor público terá de se reinventar, tornando-se crucial diversificar a atuação da empresa para mitigar riscos associados a uma possível redução de investimentos estatais.

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O gestor considera que a reforma do Estado representa uma oportunidade significativa, especialmente com a criação de um ministério dedicado a esta causa. “A modernização da relação com os cidadãos vai gerar necessidades de implementação de sistemas de informação e inovação nos processos, o que se traduz em oportunidades de crescimento para a Babel”, afirmou.

Atualmente, a empresa está a identificar alvos de aquisição com receitas entre 15 e 25 milhões de euros, que partilhem uma cultura corporativa semelhante e que possam fortalecer a sua posição no mercado face a grandes consultoras tecnológicas.

No âmbito do grupo Babel, existe um plano estratégico denominado Hyperspace 2029, que visa um crescimento anual de cerca de 20%, através de aquisições bem orientadas. Esta abordagem permite à Babel manter uma gestão autónoma, ao mesmo tempo que se alinha com os objetivos globais do grupo.

Pedro Malato Branco destaca que a dimensão é um fator crucial para o sucesso no setor tecnológico, pois permite um maior investimento em investigação e desenvolvimento, além de oferecer melhores oportunidades de carreira aos colaboradores. A Babel, que opera desde 2003, tem vindo a expandir-se na área do desenvolvimento de aplicações, automação de processos, cibersegurança, dados e inteligência artificial, contando atualmente com 230 trabalhadores em Portugal.

Leia também: O impacto das aquisições no mercado tecnológico português.

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Fonte: ECO

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