Os bancos europeus enfrentaram uma ligeira diminuição na rentabilidade no terceiro trimestre de 2025, segundo as estatísticas de supervisão bancária divulgadas pelo Banco Central Europeu (BCE). Apesar da queda, as instituições continuam bem capitalizadas, o que é um sinal positivo para o setor.
O rácio agregado de fundos próprios principais de nível 1 (CET1) situou-se em 16,1%, enquanto o rácio de fundos próprios de nível 1 (Tier 1) foi de 17,59%. Estes valores representam uma ligeira diminuição em relação ao trimestre anterior, mas ainda assim, o rácio de capital total manteve-se estável em 20,24%. Comparando com o mesmo período do ano anterior, o CET1 aumentou de 15,73% para 16,10%.
A rentabilidade do capital próprio, medida pelo retorno anualizado (ROE), caiu para 9,88%, abaixo dos 10,11% do trimestre anterior e dos 10,09% de há um ano. A variação entre países é significativa, com a rentabilidade a oscilar entre 6,82% em França e 16,66% na Lituânia.
No que diz respeito à qualidade dos ativos, o rácio de crédito malparado (NPL) manteve-se em 2,22%, um valor inferior aos 2,31% registados no ano anterior. O BCE também reportou que o rácio de cobertura de liquidez desceu para 156,73%, refletindo uma ligeira diminuição na saída líquida de liquidez.
Em termos de incumprimento, o rácio de NPL para empréstimos a famílias manteve-se em 2,16%, enquanto para empréstimos a empresas não financeiras, o rácio fixou-se em 3,51%. O BCE também observou uma diminuição nos créditos classificados em Stage 2, que agora representam 9,49% do total dos empréstimos.
Estes dados são relevantes para entender a situação dos bancos europeus, que, apesar da queda na rentabilidade, continuam a demonstrar resiliência e uma sólida capitalização. A supervisão do BCE garante que as instituições estão preparadas para enfrentar desafios futuros.
Leia também: O impacto das taxas de juros na rentabilidade dos bancos.
bancos europeus bancos europeus bancos europeus Nota: análise relacionada com bancos europeus.
Leia também: Bancos portugueses destacam-se na rentabilidade e solidez na Zona Euro
Fonte: Sapo





