Bancos portugueses destacam-se na rentabilidade e solidez na Zona Euro

Os bancos portugueses continuam a ser um exemplo de rentabilidade e solidez na Zona Euro, mesmo num contexto em que a banca europeia apresenta uma leve estabilização. Segundo os dados mais recentes do Banco Central Europeu (BCE), as três principais instituições financeiras de Portugal, a Caixa Geral de Depósitos, o BCP e o Novobanco, registaram um rácio de capital CET1 de 17,89% e um retorno sobre o capital próprio (ROE) de 16% no terceiro trimestre de 2025. Estes números colocam Portugal entre os líderes da região, destacando-se pela combinação de elevada rendibilidade e robustez financeira.

O rácio CET1 é um indicador crucial, pois mede a “almofada” de capital de alta qualidade que os bancos possuem para absorver perdas. Um CET1 elevado é sinónimo de bancos mais sólidos, enquanto um ROE elevado indica maior lucratividade. No caso dos bancos portugueses, a descida de 0,18 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior não diminui a sua posição de destaque, uma vez que o valor ainda representa um aumento de 1,74 pontos percentuais em relação ao ano anterior.

A nível europeu, o BCE reporta um rácio CET1 médio de 16,1% entre os 111 bancos analisados, o que demonstra que, apesar de uma ligeira descida em relação ao trimestre anterior, a banca europeia continua bem capitalizada, com níveis de crédito malparado em mínimos históricos. O rácio de crédito malparado na área do euro manteve-se em 2,22%, refletindo uma gestão eficaz do risco.

Em Portugal, a solidez dos bancos é ainda mais evidente. O ROE médio de 16% das três principais instituições nacionais supera em muito a média da Zona Euro, que se fixa em 9,88%. Apenas a Lituânia apresenta um desempenho superior, com um ROE de 16,66%. Além disso, a rentabilidade sobre os ativos dos bancos portugueses é de 1,5%, apenas atrás dos bancos da Letónia e da Eslovénia.

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Os dados do BCE também revelam que a qualidade dos ativos dos bancos portugueses está a melhorar, com um rácio de transformação de depósitos em crédito de 64,4%, o que é significativamente inferior ao rácio de 2014. Esta evolução é um reflexo de anos de desalavancagem e maior disciplina na concessão de crédito, resultando em balanços mais limpos e saudáveis.

A liquidez dos bancos portugueses é igualmente robusta, com um rácio de cobertura de liquidez (LCR) que supera os 100% exigidos. No total, as três instituições analisadas detêm uma almofada de liquidez superior a 80 mil milhões de euros, o que lhes permite enfrentar eventuais turbulências de curto prazo com confiança.

Embora a margem financeira esteja a sofrer pressão devido à descida das taxas de juro, os bancos portugueses continuam a operar com custos controlados e níveis de malparado historicamente baixos. Estes fatores são cruciais para sustentar um ROE de dois dígitos, assegurando a rentabilidade e a solidez do setor bancário nacional.

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Fonte: ECO

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