O físico nuclear português Nuno Loureiro, de 47 anos, foi assassinado a tiro na madrugada de terça-feira em Brookline, Massachusetts, onde residia com a família. Loureiro era diretor do Centro de Fusão e Plasma do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e foi baleado em sua casa, tendo falecido na manhã seguinte. A sua filha de 14 anos presenciou o trágico acontecimento.
As autoridades norte-americanas ainda não efetuaram detenções relacionadas com o caso. A morte de Nuno Loureiro foi inicialmente divulgada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, durante uma audição na Assembleia da República.
O Presidente da República expressou o seu pesar pela morte do físico, destacando a sua “dedicação incansável à ciência” e o impacto que teve na área da física. Na nota publicada, o chefe de Estado sublinhou o rigor intelectual de Loureiro e o seu espírito colaborativo. “A sua morte prematura representa uma perda irreparável para a ciência e para todos os que com ele trabalharam”, afirmou, referindo-se ao ato de violência que chocou a comunidade académica.
Nuno Loureiro era um antigo aluno do Instituto Superior Técnico (IST) e a sua investigação focava-se na física teórica e nas suas aplicações na fusão nuclear. A sua pesquisa era considerada promissora e poderia ter contribuído significativamente para a energia limpa.
Nas redes sociais, alguns utilizadores estão a comparar a morte de Nuno Loureiro com o assassinato do cientista de fusão nuclear Eugene Mallove em 2004, destacando as semelhanças trágicas nas suas carreiras e nas circunstâncias das suas mortes. Ambos foram figuras centrais na investigação de energia limpa no MIT, o que levanta questões sobre a segurança dos cientistas nesta área.
A comunidade científica está em luto pela perda de Nuno Loureiro, que deixa um legado importante na pesquisa sobre fusão nuclear. A sua contribuição para a ciência será recordada por muitos. Leia também: O impacto da fusão nuclear na energia do futuro.
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Fonte: Sapo





