Acordo UE-Mercosul adiado para janeiro por pressão de países

A assinatura do acordo entre a União Europeia (UE) e o Mercosul, que inclui Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, foi adiada para janeiro, conforme anunciado pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, durante uma cimeira de líderes. A decisão surge num contexto de pressão interna, especialmente de países como a Alemanha, que, apesar de apoiar o acordo, exige garantias de que a nova data será cumprida.

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, manifestou a sua disposição em apoiar o acordo, mas sublinhou a necessidade de resolver questões relacionadas com a agricultura. Meloni pediu paciência ao presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, enfatizando que o governo italiano está pronto para avançar assim que as preocupações dos agricultores forem atendidas. “O governo italiano está pronto para assinar o acordo assim que forem dadas as respostas necessárias aos agricultores”, afirmou Meloni.

Lula da Silva confirmou que Meloni expressou apoio ao acordo, mas pediu tempo para garantir a aceitação interna. O presidente brasileiro relatou que a líder italiana solicitou uma espera de uma semana a um mês para que a Itália possa alinhar-se com o acordo. “Ela tem certeza de que é capaz de convencer os agricultores a aceitar o acordo”, disse Lula durante uma conferência de imprensa.

O adiamento da assinatura não é uma novidade, uma vez que a França já havia solicitado um atraso, liderando um grupo de países que se opõem à parceria. Se a Itália também se opuser, isso poderá criar uma minoria de bloqueio, dificultando a oficialização do protocolo por parte de Ursula von der Leyen. O presidente francês, Emmanuel Macron, reiterou a sua posição contrária ao acordo, defendendo os interesses dos agricultores franceses que têm protestado contra a parceria.

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O acordo, que está em negociação há 25 anos, precisa ser aprovado pelo Conselho da União Europeia por maioria qualificada. As negociações diplomáticas continuam, mas a pressão sobre os líderes europeus é crescente. O Brasil, que atualmente preside o Mercosul, já alertou que, se o acordo não for assinado até sábado, o bloco sul-americano poderá priorizar negociações com outros países interessados.

“Se não for concluído, não há mais nada a negociar e vamos direcionar a nossa atenção para outros parceiros que demonstraram grande interesse”, afirmou Mauro Vieira, ministro dos Negócios Estrangeiros do Brasil. A expectativa é que os países mais céticos reconsiderem a sua posição e permitam que o acordo seja assinado ainda este ano.

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Fonte: ECO

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