O Banco Central Europeu (BCE) decidiu, pela quarta reunião consecutiva, manter os juros diretores da zona euro inalterados, fixando-os em 2%. Esta decisão era amplamente esperada pelos mercados, que atribuíam uma probabilidade de cerca de 90% a este desfecho. O foco agora recai sobre o futuro dos juros BCE e o timing de uma possível alteração.
Na reunião de dezembro, a presidente do BCE, Christine Lagarde, destacou que a instituição se encontra “numa boa posição” para enfrentar a incerteza económica que ainda persiste na zona euro. Este contexto sugere que a manutenção dos juros é uma medida prudente, permitindo ao banco central avaliar melhor a evolução da economia antes de tomar novas decisões.
Após um período de aumento rápido das taxas de juro, que atingiram um pico de 4,5% no final de 2023 e início de 2024, os investidores estão agora atentos a qualquer sinal de alteração na política monetária. A próxima conferência de imprensa de Lagarde será crucial para entender as perspetivas do BCE e as possíveis mudanças nos juros.
Além da decisão sobre os juros, o BCE também apresentou uma revisão das suas projeções macroeconómicas. Para 2023, o crescimento foi revisto em alta para 1,4%, um aumento de 0,2 pontos percentuais em relação às previsões de setembro. Para 2024, a expectativa de crescimento é agora de 1,2%, também com uma revisão positiva de 0,2 pp. As projeções para 2027 e 2028 mantêm-se em 1,4%.
Em relação à inflação, a previsão para este ano permanece inalterada em 2,1%. No entanto, a projeção para 2026 foi revista em alta para 1,9%, um aumento de 0,2 pp. Para 2027, a expectativa é de uma ligeira diminuição para 1,8%, antes de estabilizar nos 2% em 2028, que é o objetivo de médio-prazo do BCE.
Os próximos meses serão decisivos para o BCE, especialmente com a crescente expectativa de uma subida dos juros no próximo ano. Leia também: O impacto da política monetária na economia da zona euro.
juros BCE juros BCE juros BCE juros BCE Nota: análise relacionada com juros BCE.
Leia também: BCE mantém taxas de juro em 2% até ao final de 2023
Fonte: Sapo





