Cidadãos guineenses promovem conferências sobre democracia em Lisboa

Um grupo de cidadãos guineenses em Portugal está a organizar um ciclo de conferências intitulado “Democracia, direitos humanos e futuro da Guiné-Bissau”, que terá início neste domingo, dia 21 de dezembro, na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Este evento surge como uma resposta à grave crise política que o país enfrenta, marcada pela violação da legalidade constitucional e dos direitos fundamentais.

O painel da primeira sessão contará com a presença de Ana Gomes, eurodeputada e antiga candidata à Presidência da República, Francisco George, médico e ex-Diretor-Geral da Saúde, e Tcherno Amadu Baldé, investigador e analista político. A moderação ficará a cargo de Sumaila Jaló. A iniciativa é uma forma de chamar a atenção para a situação crítica na Guiné-Bissau, onde a vontade popular tem sido desrespeitada.

Além da sessão inaugural, estão programadas mais quatro conferências, que ocorrerão nos dias 28 de dezembro, 3, 10 e 17 de janeiro de 2026. Cada uma destas sessões contará com diferentes convidados, incluindo académicos, jornalistas e representantes da sociedade civil, que irão partilhar as suas perspetivas sobre a democracia e os direitos humanos na Guiné-Bissau.

Os organizadores destacam que o ciclo de conferências incluirá momentos artísticos, reconhecendo a cultura como uma forma de intervenção cívica e de construção do futuro. Entre os artistas convidados estão Manecas Costa, Karyna Gomes, Tony Tcheka e Edson Incopté, que contribuirão para uma reflexão crítica sobre a história e a memória coletiva do país.

O manifesto que acompanha o programa sublinha que a atual situação na Guiné-Bissau não deve ser vista como um mero episódio de instabilidade, mas sim como uma grave ruptura da ordem constitucional. Esta crise resulta de um golpe de Estado que interrompeu um processo eleitoral legítimo e que desrespeitou a soberania do povo guineense.

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O ciclo de debates é direcionado a todos os que se preocupam com a defesa da democracia e dos direitos humanos, incluindo a comunidade académica, a diáspora africana e os decisores políticos. Os organizadores esperam que estas conferências contribuam para um maior entendimento da situação na Guiné-Bissau e para a promoção de um futuro mais democrático e justo.

Leia também: A importância da participação cívica na democracia.

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Fonte: Sapo

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