O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, reafirmou a sua determinação em manter a adesão à NATO como uma prioridade inscrita na Constituição do país. Durante uma conferência de imprensa em Bruxelas, após um encontro com líderes da União Europeia (UE), Zelensky deixou claro que não irá alterar a Constituição ucraniana em resposta às exigências da Rússia. “Não vou mudar a minha Constituição — que é o que os ucranianos decidiram — só porque isso é o que a Rússia quer”, afirmou.
O líder ucraniano destacou que a adesão à NATO é uma questão de segurança nacional, essencial para travar o conflito em curso e prevenir futuras agressões. Apesar de reconhecer que a posição dos Estados Unidos, sob a administração de Joe Biden, é de que a Ucrânia não será admitida na NATO por agora, Zelensky expressou a sua intenção de tentar mudar essa narrativa. “Temos na Constituição a adesão à NATO e queremos essa adesão, essas são verdadeiras garantias de segurança”, disse.
Zelensky também sublinhou que a política é dinâmica e que a posição dos aliados pode mudar com o tempo. “A política muda e podem chegar à conclusão que a Ucrânia reforça a NATO”, afirmou, reforçando que apenas os membros da NATO têm a palavra final sobre a adesão de novos países. “A nossa posição mantém-se e o nosso desejo de entrar na NATO também”, concluiu.
Neste contexto, os líderes da UE estão a discutir o apoio financeiro à Ucrânia para os anos de 2026 e 2027, com um foco particular na aprovação de um empréstimo de reparações baseado nos ativos russos congelados. Desde a invasão russa, em fevereiro de 2022, a Ucrânia tem recebido apoio financeiro e militar dos seus aliados ocidentais, que também impuseram sanções a setores estratégicos da economia russa para limitar a capacidade de Moscovo de sustentar o seu esforço bélico.
A ofensiva militar russa no território ucraniano tem gerado uma crise de segurança na Europa, considerada a mais grave desde a Segunda Guerra Mundial. A adesão à NATO continua a ser um tema central nas discussões sobre o futuro da segurança na região.
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Fonte: ECO





