Os contribuintes da União Europeia (UE) vão ter de arcar com um custo significativo de três mil milhões de euros por ano em juros, resultante do novo plano de apoio à Ucrânia. Este financiamento, que visa sustentar a defesa do país contra a Rússia, foi acordado pelos líderes europeus na madrugada desta sexta-feira, conforme noticiado pelo jornal Politico.
O plano prevê a angariação de 90 mil milhões de euros nos próximos dois anos, utilizando o orçamento da UE. Este montante é crucial para assegurar que os cofres de guerra de Kiev não se esvaziem até abril, uma vez que a Ucrânia enfrenta um défice orçamental de 71,7 mil milhões de euros para o ano vindouro. A necessidade de apoio à Ucrânia é premente, especialmente após as declarações do presidente russo, Vladimir Putin, que reafirmou a intenção de continuar o conflito.
Durante uma conferência de imprensa, Putin declarou que as forças russas estão a avançar em várias frentes, enquanto a Ucrânia enfrenta desafios crescentes. Este contexto torna ainda mais urgente o apoio à Ucrânia, que, sem os fundos necessários, poderá ver comprometida a sua sobrevivência.
O financiamento acordado pela UE não recorrerá aos ativos russos, que permanecerão congelados na Europa até que Moscovo pague as reparações devidas a Kiev. Contudo, é importante notar que a República Checa, a Hungria e a Eslováquia decidiram não participar na partilha do encargo da dívida, embora tenham concordado em não impedir as necessidades financeiras da Ucrânia.
Na próxima semana, a Comissão Europeia deverá apresentar uma proposta para uma cooperação reforçada, permitindo que os 24 países da UE que apoiam o plano tenham uma base legal para contrair dívida conjunta. Este passo é fundamental para garantir que o apoio à Ucrânia se mantenha estável e eficaz nos próximos anos.
O apoio à Ucrânia é, assim, uma questão central na agenda europeia, refletindo a solidariedade da UE face a uma crise que afeta não apenas a segurança do país, mas também a estabilidade da região. Leia também: O impacto económico do conflito na Europa.
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Fonte: ECO





