Azores Airlines ajusta rotas e foca no continente e diáspora

A Azores Airlines, parte do Grupo SATA, anunciou que irá ajustar a sua operação em 2026, concentrando-se nas ligações entre os Açores, o continente e a diáspora. Esta decisão foi revelada pelo novo presidente do conselho de administração, Tiago Santos, durante uma audição na Comissão de Economia do parlamento açoriano.

Tiago Santos explicou que a companhia enfrenta limitações em termos de aeronaves e recursos humanos, o que a impede de manter rotas que não são lucrativas. “Não podemos afetar os nossos recursos a rotas que não se alinham com a nossa missão”, afirmou. Para o próximo ano, estão previstos “ajustamentos de algumas rotas” e “reduções de frequências”, com o objetivo de maximizar a rentabilidade.

O presidente da SATA Holding destacou que as rotas que apresentam melhor desempenho são as que ligam os Açores ao continente e à América do Norte. “Vamos concentrar a nossa atividade nessas ligações”, reforçou. Em 2024, a Azores Airlines operou com 10 aviões próprios e três alugados, mas em 2026 a frota será reduzida para nove aviões, sem qualquer aeronave alugada.

Em relação à renovação da frota da SATA Air Açores, que assegura as ligações internas no arquipélago, Tiago Santos reconheceu a necessidade de atualizar os aviões Q-200, mas sublinhou que não existem atualmente modelos no mercado que possam substituir essas aeronaves. “Vamos estender a vida útil dos Q-200 até que novas opções se tornem disponíveis”, disse.

Tiago Santos também se comprometeu a cumprir o plano de reestruturação acordado com a Comissão Europeia, que inclui a privatização da Azores Airlines e da unidade de handling. O novo presidente garantiu que a estabilidade dos trabalhadores é uma prioridade, reconhecendo os desafios enfrentados nos últimos anos. “É essencial melhorar a comunicação e fortalecer o diálogo com os sindicatos”, afirmou.

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Sobre as contas da empresa, Tiago Santos acredita que o grupo pode aproximar-se de resultados líquidos positivos em 2026, especialmente se as rotas territoriais forem compensadas por Obrigações de Serviço Público. “Se conseguirmos beneficiar dessas obrigações, estaremos mais próximos de resultados positivos”, disse.

O presidente da SATA também mencionou que o EBITDA da Azores Airlines melhorou 56% em outubro em comparação com o ano anterior, passando de 13 para 21 milhões de euros. Apesar de 2024 ter sido um ano de desvio, os resultados até dezembro de 2023 mostram que a companhia está a seguir o caminho certo.

Tiago Santos concluiu que a privatização da Azores Airlines está a ser conduzida de forma transparente, com um júri independente a avaliar as propostas. “É um processo complexo, mas estamos a garantir a transparência e a confiança dos nossos parceiros”, afirmou.

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Fonte: ECO

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