A organização não governamental (ONG) israelita B’Tselem divulgou um relatório alarmante, afirmando que as Forças de Defesa de Israel (IDF) continuam a perpetrar a destruição em Gaza, mesmo após o cessar-fogo acordado em outubro. Segundo a ONG, a devastação de bairros e cidades não resulta apenas dos combates, mas é uma política deliberada do governo israelita.
O relatório da B’Tselem destaca que, ao longo de mais de dois anos de ofensiva militar, Israel tem destruído sistematicamente edifícios e infraestruturas essenciais, como estradas e estações de eletricidade. A intenção, segundo a ONG, é criar uma crise de deslocados, tornando impossível o regresso dos palestinianos às suas casas. Esta estratégia é vista como uma tentativa de “destruir a sociedade palestiniana na Faixa”.
A situação humanitária é crítica, com 1,8 milhões de pessoas a viver em condições extremas. Os refugiados são descritos como despojados da sua humanidade e forçados a viver em acampamentos sobrelotados, sem acesso a infraestruturas básicas, expostos a bombardeamentos e disparos israelitas. A B’Tselem sublinha que, desde o cessar-fogo mediado por várias potências, incluindo os Estados Unidos e países árabes, as IDF controlam 54% do território da Faixa de Gaza.
Apesar do acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas, a ONG afirma que não houve mudanças significativas na conduta de Israel. A B’Tselem apela à comunidade internacional para que intervenha de forma decisiva, exigindo que os responsáveis em Israel sejam responsabilizados pelas suas ações.
Além disso, as forças israelitas continuam a dificultar a entrada de ajuda humanitária em Gaza, interrompendo ou atrasando carregamentos e impondo restrições severas às organizações não governamentais e aos jornalistas que tentam entrar no enclave. Esta situação agrava ainda mais a crise humanitária e a destruição em Gaza, que já é alarmante.
Leia também: A crise humanitária em Gaza e o papel da comunidade internacional.
destruição em Gaza destruição em Gaza destruição em Gaza Nota: análise relacionada com destruição em Gaza.
Leia também: Greve geral provoca queda de 8% na atividade económica em Portugal
Fonte: Sapo





