A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, anunciou que o Governo português vai assegurar a diferença de 60 milhões de euros para a eletrificação ferroviária do troço Casa Branca-Beja, na Linha do Alentejo. Durante uma cerimónia de assinatura de protocolos na Câmara de Beja, a ministra garantiu que não há motivos para preocupação, uma vez que o Executivo já tomou a decisão de financiar esta quantia.
As verbas para a eletrificação ferroviária serão disponibilizadas através do Programa Operacional Sustentável 2030 e do Fundo Ambiental. Maria da Graça Carvalho sublinhou que esta é uma medida há muito aguardada pela população da região e pelos visitantes. “É um compromisso reforçado”, afirmou.
Quando questionada sobre o início das obras, a ministra indicou que esses pormenores são da responsabilidade do ministro das Infraestruturas e da Habitação, Miguel Pinto Luz, que deverá visitar a região em breve para esclarecer a situação. A ministra também reiterou o compromisso de concluir a A26 até Beja, reconhecendo que esta é uma promessa que se deve aos bejenses.
A decisão de revisão da dotação financeira do projeto de modernização e eletrificação da linha entre Casa Branca e Beja foi comunicada em dezembro, durante uma reunião em Évora. Nela participaram a comissão diretiva do Alentejo 2030, a Infraestruturas de Portugal (IP) e a Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL), que representa 13 dos 14 concelhos do distrito de Beja.
António Ceia da Silva, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, explicou que o programa não poderia manter a verba inicialmente prevista de 80 milhões, uma vez que a obra não era viável no atual quadro comunitário de apoio, que termina em 2027. A revisão da dotação financeira gerou contestação por parte da IP, que considerou a decisão como unilateral, enquanto a CIMBAL expressou preocupação com o prazo de execução do projeto, que se estende até 2032.
A situação levou a um intercâmbio de opiniões entre a Distrital de Beja do PSD e o presidente da CIMBAL, António José Brito. O grupo parlamentar do PSD apresentou um requerimento no dia 9 de dezembro, solicitando audições no parlamento de vários responsáveis, incluindo o presidente da CCDR do Alentejo e o secretário de Estado das Infraestruturas.
No dia 15 de dezembro, a Federação do Baixo Alentejo dos socialistas exigiu que o Governo, através do seu ministro das Infraestruturas, esclarecesse o processo de revisão das dotações financeiras do programa Alentejo 2030.
A eletrificação ferroviária é um passo importante para a modernização da infraestrutura de transportes na região, e os próximos meses serão cruciais para a definição dos prazos e do avanço das obras. Leia também: O impacto da eletrificação ferroviária na mobilidade regional.
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Fonte: Sapo





