A Hyperion Renewables, uma empresa com quase 20 anos de experiência no desenvolvimento de projetos de energia renovável, deu início à construção dos seus primeiros projetos de armazenamento de energia em Portugal. Esta iniciativa é realizada em colaboração com a Omexom Portugal, especializada em engenharia e infraestruturas energéticas, e a Saft, uma subsidiária da TotalEnergies e líder global em soluções de armazenamento em bateria.
Os projetos, que estão a ser implementados em Estremoz e Évora, têm uma potência de injeção de 16 MW e uma capacidade de armazenamento de 64 MWh. Estão a ser instalados em conjunto com centrais solares já existentes, com potências de 29 MWp e 52 MWp. A operação destes sistemas irá aumentar a eficiência dos ativos solares, reduzir perdas durante períodos de elevada produção e contribuir para um mix energético mais equilibrado. A energia armazenada diariamente será suficiente para abastecer mais de 5.000 famílias, reforçando assim a independência energética do país e apoiando os objetivos de descarbonização nacional.
Estes sistemas de armazenamento de energia representam um passo importante na integração entre a produção solar e a capacidade de armazenamento, aproximando Portugal de um modelo energético mais eficiente e seguro. A combinação de geração renovável com a capacidade de armazenar energia permitirá uma maior flexibilidade e segurança no abastecimento elétrico.
A Omexom Portugal será responsável pelo design, fornecimento e construção dos projetos, enquanto a Saft fornecerá a tecnologia principal, que inclui 21 contentores Intensium Shift+ e soluções avançadas de gestão de energia. Ambos os projetos contam com apoio parcial do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), financiado pela União Europeia, o que sublinha a sua importância pública e institucional. Estes projetos híbridos (solar + armazenamento) marcam a entrada da Hyperion no mercado ibérico e posicionam o país na vanguarda da inovação energética.
Além do impacto no setor energético, os projetos de armazenamento de energia também têm uma dimensão económica e social significativa para as regiões onde estão inseridos. Durante o ciclo de construção e operação, estima-se que sejam criados entre 25 e 30 postos de trabalho diretos e indiretos, contribuindo para o desenvolvimento económico local e a fixação de competências tecnológicas em áreas do interior do país. A aposta em tecnologias avançadas e soluções de gestão energética de última geração reforça a modernização do setor energético em Portugal.
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Fonte: Sapo





