André Ventura, líder do Chega e candidato presidencial, negou ter votado no ex-primeiro-ministro José Sócrates, apesar de reconhecer que o socialista o “enganou”. As declarações foram feitas durante uma arruada em Moscavide, Loures, onde Ventura foi questionado sobre uma afirmação que fez num debate televisivo.
No debate, Ventura foi confrontado por João Cotrim de Figueiredo, que o acusou de ter votado em Sócrates. Em resposta, Ventura reafirmou que nunca votou no socialista, explicando que a sua afirmação sobre ter sido enganado não implica um voto. “Não é verdade, o que eu disse foi que o José Sócrates me enganou, que é uma coisa diferente de ter votado em Sócrates”, defendeu.
As suas declarações foram também abordadas na revista Sábado, que publicou uma entrevista realizada para o livro “Dias de Raiva”, onde Ventura expressa o seu desencanto com o ex-primeiro-ministro. “Ele foi o único líder socialista que me enganou”, afirmou, referindo-se à sua admiração inicial por Sócrates, que se desfez após os escândalos relacionados com a sua licenciatura e o caso Freeport.
Quando questionado sobre por que não desmentiu a acusação de ter votado em Sócrates durante a entrevista, Ventura respondeu que “se tivesse que desmentir jornalistas não tinha mais nada para fazer todos os dias”. O líder do Chega reiterou que Sócrates enganou não só a ele, mas a uma grande parte do país, prometendo uma imagem de determinação que não se concretizou.
Além disso, Ventura destacou que é “o único candidato com coragem de dizer” que deseja ver Sócrates “na cadeia”, uma afirmação que reflete a sua postura crítica em relação ao antigo governante. Durante o mesmo debate, Cotrim de Figueiredo negou ter despedido a jornalista Manuela Moura Guedes a pedido de Sócrates, numa troca de acusações que acentuou a tensão entre os candidatos.
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André Ventura André Ventura André Ventura André Ventura Nota: análise relacionada com André Ventura.
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Fonte: Sapo





