Novo orçamento plurianual para ciência e inovação em Portugal

O governo português está a preparar uma reforma significativa no financiamento da ciência e inovação, com a fusão da Fundação Ciência e Tecnologia (FCT) e da Agência Nacional de Inovação (ANI). Esta nova entidade terá um orçamento plurianual de cinco anos, uma mudança que promete transformar a forma como o país aborda a política científica. O ministro da Educação, Fernando Alexandre, sublinha a importância de olhar para o futuro, afirmando que “temos mesmo que olhar para a frente”.

A nova abordagem implica que o orçamento da ciência não será mais definido anualmente com base em anos anteriores, mas sim projetado para os próximos cinco anos. Esta mudança é vista como uma oportunidade para estabelecer prioridades claras e discutir abertamente a alocação de recursos. “Vamos ter que fazer escolhas”, afirma o ministro, referindo que todas as áreas, desde as ciências sociais até às engenharias, terão financiamento, mas a distribuição dependerá das prioridades definidas.

A fusão da FCT com a ANI gerou críticas entre os investigadores, que temem que a ciência possa ser mercantilizada. No entanto, o governo garante que a nova agência terá como objetivo central a proteção da investigação, ao mesmo tempo que se alinha com as políticas europeias. “Temos que explicar à sociedade porque é que estamos a investir milhares de milhões de euros em ciência”, diz Fernando Alexandre, reforçando a necessidade de uma comunicação clara sobre os benefícios da investigação.

A metodologia para a definição das prioridades será desenvolvida em colaboração com peritos e a comunidade científica, com o processo a decorrer ao longo de 2026. O ministro destaca que esta discussão é inédita em Portugal e que a participação de investigadores é fundamental para garantir que as decisões sejam bem fundamentadas. “Não será o Governo a decidir sozinho”, assegura.

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A visão do governo é colocar a ciência, a educação e a inovação no centro da estratégia de desenvolvimento do país. Fernando Alexandre acredita que o investimento em ciência é crucial para aumentar a produtividade e melhorar os salários, contribuindo assim para o bem-estar da sociedade. “Precisamos de um trabalho altamente qualificado que transforme a nossa economia”, afirma.

A avaliação dos resultados da investigação continuará a ser feita com base em padrões internacionais, garantindo que a qualidade não seja comprometida. A nova agência terá a responsabilidade de definir grandes domínios estratégicos, como as ciências da vida, a inteligência artificial e a exploração do espaço, áreas que serão discutidas em fóruns abertos à comunidade científica.

Com a nova estrutura, o governo espera não apenas modernizar a abordagem ao financiamento da ciência, mas também fomentar uma cultura de inovação que permita a Portugal destacar-se no panorama europeu. “Não podemos continuar a imitar o que os outros fazem”, conclui o ministro, apelando a uma reflexão sobre o futuro da ciência no país.

Leia também: O impacto da fusão da FCT e ANI na investigação em Portugal.

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Fonte: ECO

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