Preço das casas sobe 17,7% no 3.º trimestre de 2025

Os preços das casas em Portugal registaram um aumento significativo de 17,7% no terceiro trimestre de 2025, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). Este é o maior crescimento desde que existem registos e marca o sexto trimestre consecutivo de aceleração. O aumento é especialmente notável no segmento das casas usadas, onde a pressão da procura continua a ser forte.

Em comparação com o trimestre anterior, a subida dos preços acelerou ligeiramente, uma vez que no segundo trimestre o aumento tinha sido de 17,2%. Quando analisamos a evolução em cadeia, ou seja, em relação ao segundo trimestre de 2025, o preço das casas aumentou 4,1%.

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As casas usadas lideram a subida do preço das casas, com um aumento de 19,1% em termos homólogos. Por outro lado, as habitações novas registaram um crescimento de 14,1%, um ritmo que, embora elevado, é mais moderado do que o das casas usadas. Na comparação em cadeia, os preços das casas existentes subiram 4,5%, enquanto as novas aumentaram apenas 2,9%.

Outro dado relevante é a taxa de variação média anual do Índice de Preços da Habitação, que atingiu 15,7% no terceiro trimestre de 2025, um novo máximo. Esta média anual indica que a valorização do preço das casas não é um fenómeno isolado, mas sim uma tendência sólida e prolongada. Para as casas usadas, a média anual fixou-se em 16,8%, enquanto para as novas foi de 13,2%.

Apesar do aumento acentuado dos preços, o número de transações não acompanhou a mesma dinâmica. Entre julho e setembro de 2025, foram vendidas 42.481 habitações, um crescimento de apenas 3,8% em relação ao ano anterior. Comparando com o trimestre anterior, houve uma ligeira descida de 1% no número de negócios, o que sugere uma desaceleração no ritmo das vendas.

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O valor total das vendas no terceiro trimestre ultrapassou os 10,5 mil milhões de euros, um aumento de 16% face ao ano anterior. Este valor reflete diretamente o aumento do preço das casas, com as habitações usadas a representarem a maior parte do montante transacionado, totalizando 7,8 mil milhões de euros.

As famílias continuam a ser o principal motor do mercado imobiliário, tendo adquirido 37.507 habitações, o que corresponde a 88,3% do total das transações. Este é o peso mais elevado desde que há registo. Em contrapartida, o número de compras por não residentes caiu 16,4%, refletindo uma diminuição da participação de compradores estrangeiros no mercado.

Embora o Norte e a Grande Lisboa continuem a concentrar quase metade das vendas, ambas as regiões perderam peso em comparação com o ano anterior. O Centro e o Alentejo, por outro lado, ganharam espaço no mercado, com o Centro a registar o maior aumento em termos de valor transacionado.

O panorama do mercado imobiliário português continua a ser dinâmico, com uma clara tendência de valorização dos preços das casas. A pressão da procura, especialmente no segmento das casas usadas, mantém-se forte, enquanto o número de transações apresenta sinais de desaceleração.

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Fonte: Doutor Finanças

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