Preços das casas em Portugal sobem 17,7% no terceiro trimestre

Os preços das casas em Portugal continuam a subir, atingindo um novo recorde no terceiro trimestre de 2023. Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), o Índice de Preços da Habitação cresceu 17,7% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Este aumento representa o terceiro trimestre consecutivo em que se registam máximos históricos.

Em relação ao trimestre anterior, os preços das casas subiram 0,5 pontos percentuais. O crescimento foi mais acentuado nas habitações existentes, com um aumento de 19,1%, enquanto as casas novas registaram uma subida de 14,1%. Este panorama reflete a forte procura no mercado imobiliário português, que continua a ser impulsionada por diversos fatores económicos.

No que diz respeito às transações, o terceiro trimestre deste ano assistiu à venda de mais de 42 mil casas, totalizando um valor acumulado de 10,5 mil milhões de euros. Este valor representa um aumento homólogo de 3,8% em número de transações e de 16% em termos monetários. No entanto, este crescimento é uma desaceleração em comparação com o trimestre anterior.

Durante este período, 37.507 habitações foram vendidas a compradores do setor institucional das famílias, correspondendo a 88,3% do total de transações, com um valor de 9,2 mil milhões de euros. Por outro lado, os compradores com domicílio fiscal fora de Portugal adquiriram 2.219 habitações, o que representa uma queda de 16,4% em relação ao ano passado.

Estes dados surgem numa altura em que a Comissão Europeia concluiu que os preços das casas em Portugal estão sobrevalorizados em cerca de 25%, colocando o país à frente de mercados como a Suécia e a Áustria. No mesmo dia, Bruxelas anunciou um Plano Europeu de Habitação Acessível, que prevê um investimento de 150 mil milhões de euros anuais para a construção de 650 mil novas habitações ao longo da próxima década.

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A taxa de variação média anual do índice de preços da habitação fixou-se em 15,7%, um aumento de 1,9 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior, marcando assim um novo máximo. Das transações de 10,5 mil milhões de euros, as casas antigas representaram 7,8 mil milhões, com um crescimento de 21,1% face ao mesmo trimestre de 2022, enquanto as habitações novas totalizaram 2,7 mil milhões, com um aumento de 3,3%.

Os dados também revelam que os portugueses continuam a ser os principais compradores. As aquisições de casas por residentes em Portugal aumentaram 5,2% em termos homólogos, totalizando 40.262 unidades. Por outro lado, as transações de compradores da União Europeia caíram 16,5%, refletindo uma tendência de retração no interesse por parte de investidores estrangeiros.

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preços das casas preços das casas Nota: análise relacionada com preços das casas.

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Fonte: ECO

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