O Serviço Nacional de Saúde (SNS) irá ter uma atividade superior durante as tolerâncias de ponto concedidas no Natal e no fim de ano, em comparação com os fins de semana normais. Esta afirmação foi feita pelo diretor-executivo do SNS, Álvaro Almeida, durante uma visita ao Hospital Santos Silva, em Vila Nova de Gaia.
Álvaro Almeida destacou que, especialmente no dia 26 de dezembro, a atividade do SNS será mais intensa do que o habitual. “Temos uma atividade que não é a de fim de semana, é mais do que aquilo que normalmente se faz”, afirmou o responsável. Para garantir este aumento de atividade, os profissionais de saúde estão organizados de forma a que metade da equipa trabalhe num dia e a outra metade no dia seguinte, permitindo a continuidade de consultas e cirurgias prioritárias.
O diretor-executivo explicou que esta estratégia visa evitar um longo período sem atividade, que poderia chegar a cinco dias, caso não fossem implementadas estas tolerâncias. “As unidades estão a assegurar níveis mínimos de funcionamento”, acrescentou.
No entanto, a época natalícia traz consigo uma redução nas cirurgias programadas. Álvaro Almeida fez uma distinção entre a diminuição da atividade devido aos feriados e a suspensão da atividade cirúrgica em unidades que estão em nível três dos planos de contingência. Nestes casos, a suspensão começa pelas cirurgias não prioritárias, uma vez que muitas unidades já não tinham agendado intervenções para o dia 26, considerando que é uma época em que as pessoas preferem evitar cirurgias.
O diretor-executivo mencionou que existem atualmente dez hospitais em nível três de contingência, incluindo a ULS Tâmega e Sousa e a ULS Entre Douro e Vouga. Estas unidades suspenderam a atividade cirúrgica para libertar camas, permitindo assim internar os doentes que chegam através das urgências.
Álvaro Almeida também abordou a questão dos tempos de espera em hospitais como o Fernando da Fonseca, conhecido como Amadora-Sintra. Ele reconheceu que esta é uma realidade habitual, agravada pela falta de médicos de família na área, que afeta cerca de um terço da população. Além disso, a recente epidemia de gripe tem aumentado a procura nos serviços de saúde, especialmente nas unidades com menor capacidade de resposta.
Por fim, um despacho do Governo determina que os hospitais públicos devem assegurar a presença de profissionais suficientes para garantir altas aos utentes durante os dias de tolerância de ponto. Os dirigentes dos serviços de saúde são responsáveis por identificar os trabalhadores essenciais para o funcionamento dos serviços, especialmente nas áreas de internamento.
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Fonte: Sapo





