Montenegro apela a mentalidade vencedora para elevar salários

O primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, defendeu que o país tem a capacidade de “elevar a fasquia” em termos de crescimento económico e melhoria salarial, se souber aproveitar as condições favoráveis que possui. Na sua mensagem de Natal, Montenegro sublinhou a importância de adotar uma “mentalidade à Cristiano Ronaldo” para impulsionar a produtividade e concluir a reforma da Administração Pública.

Montenegro destacou que Portugal conta com sete condições fundamentais que podem ser exploradas para alcançar esse objetivo: crescimento económico, estabilidade financeira, segurança, recursos humanos qualificados, apetência para novas tecnologias, localização geoestratégica e capacidade de diálogo no cenário internacional. O primeiro-ministro enfatizou que, com cerca de três anos e meio sem eleições nacionais, o momento é propício para avançar com uma agenda transformadora.

“Temos tudo para elevar a fasquia e fixar novas ambições”, afirmou, referindo-se à necessidade de modernizar a administração pública e de implementar uma agenda que permita um aumento significativo dos salários. Para Montenegro, a escolha é clara: ou se contenta com o que se tem, ou se opta por um caminho de evolução e crescimento superior ao dos outros países.

Utilizando uma metáfora desportiva, Montenegro comparou a situação do país a um jogo em que é necessário “jogar para ganhar” em vez de se contentar com um empate. Ele defendeu que é essencial desenvolver uma “mentalidade de superação”, que não adia as ações necessárias para criar riqueza e melhorar a qualidade de vida dos cidadãos.

“A criação de riqueza é o meio para sermos uma sociedade com mais justiça, liberdade e felicidade”, disse. Contudo, alertou que este caminho exige coragem, resistência e um sentido de unidade nacional, mesmo que as opiniões individuais possam divergir.

O líder do Executivo expressou otimismo em relação ao futuro, afirmando que Portugal está no caminho certo para 2026, com um foco no crescimento e na estabilidade. Ele citou a distinção da revista The Economist, que nomeou Portugal como a economia do ano, e destacou o aumento do rendimento real per capita das famílias portuguesas em 2024, embora tenha reconhecido que houve uma diminuição nos primeiros meses de 2025.

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Montenegro acredita que a distinção recebida não é meramente simbólica. “Os rendimentos dos portugueses estão a subir e a nossa economia a crescer acima da média europeia”, garantiu. Ele reforçou que a “solidez económica” que está a ser construída baseia-se num modelo que combina o aumento dos salários com a redução dos impostos sobre o trabalho. Para ele, este caminho exige coragem política e uma capacidade reformista para alcançar novos patamares de crescimento e rendimento.

Leia também: O impacto das reformas económicas em Portugal.

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Fonte: ECO

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