Álvaro Santos, candidato à presidência da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), apresentou esta sexta-feira a sua visão para a região, afirmando que é possível dar um “novo salto qualitativo” no seu desenvolvimento. Santos defende que a CCDR-N deve ir além de ser um simples canal de distribuição de fundos e assumir um papel mais ativo e estratégico.
O ex-vice-presidente da Câmara de Gaia, que conta com o apoio do PSD e do PS, delineou três propósitos centrais para a sua candidatura. O primeiro é reafirmar a CCDR-Norte como um centro de planeamento estratégico regional. Santos sublinha que a instituição deve recuperar e reforçar a sua função na articulação das políticas públicas, destacando que “planeamento não é burocracia”.
O segundo propósito é promover uma gestão responsável, focada em resultados. O candidato acredita que a CCDR-N não pode limitar-se a distribuir fundos, mas deve garantir que cada euro de investimento público esteja associado a objetivos concretos e mensuráveis, capazes de transformar estruturalmente o território. Este enfoque é essencial para que a CCDR-Norte se torne um verdadeiro motor de desenvolvimento.
O terceiro propósito de Álvaro Santos é reforçar a coesão territorial e demográfica da região Norte. Ele aponta para as desigualdades persistentes entre o litoral e o interior, que são agravadas pelo envelhecimento populacional e pela perda de população jovem. Santos propõe garantir acessibilidades físicas e digitais, serviços públicos de qualidade e a valorização das cidades médias e dos territórios rurais, sem esquecer as necessidades do litoral, especialmente nas áreas da habitação e mobilidade.
Além disso, o candidato pretende implementar uma reforma da governação multinível, tornando a CCDR menos centralista e mais orientada para o apoio e a resolução de problemas. Álvaro Santos também destaca a importância de uma ambição institucional e projeção externa, preparando a CCDR para assumir novas competências no âmbito da descentralização e aprofundar a cooperação transfronteiriça, especialmente com a Galiza.
Na área económica, o candidato quer liderar a transição do Norte para uma economia mais inovadora e sustentável, mantendo a região como o coração industrial de Portugal, mas com uma indústria mais verde e digital. Santos defende que a sustentabilidade ambiental deve ser um eixo transversal do desenvolvimento regional, considerando as alterações climáticas como oportunidades para posicionar o Norte como líder na economia verde e na inovação sustentável.
A coesão social e a qualificação das pessoas são igualmente prioridades para Álvaro Santos. O candidato acredita que o desenvolvimento regional não deve ser medido apenas pelo crescimento económico, mas também pela capacidade de reduzir desigualdades e promover inclusão, garantindo acesso à habitação e elevando os níveis de educação e qualificação.
Álvaro Santos enfrentará o atual presidente da CCDR-Norte, António Cunha, nas eleições indiretas marcadas para 12 de janeiro. Os presidentes das CCDR são eleitos para um mandato de quatro anos por colégios eleitorais compostos por autarcas da região.
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CCDR-Norte Nota: análise relacionada com CCDR-Norte.
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Fonte: ECO





