Na próxima semana, os preços dos combustíveis vão aumentar, pondo fim a um ciclo de descidas que se tem verificado nas últimas semanas. Esta alteração surge como resposta à nova tributação dos combustíveis e irá impactar diretamente o bolso dos consumidores. A gasolina deverá subir um cêntimo, enquanto o gasóleo, o combustível mais utilizado em Portugal, terá um aumento de meio cêntimo. Para quem pretende abastecer, será mais vantajoso fazê-lo durante o fim de semana.
Com a entrada do novo ano, os preços médios dos combustíveis nas bombas vão passar a ser de cerca de 1,530 euros por litro de gasóleo simples e 1,661 euros por litro de gasolina simples 95. Estes valores, divulgados pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), marcam o fim de quatro semanas consecutivas de descidas para o diesel e cinco para a gasolina, que resultaram numa diminuição acumulada de 10,7 cêntimos e 8,1 cêntimos, respetivamente.
É importante notar que estes preços podem ainda sofrer alterações, uma vez que dependem do fecho das cotações do petróleo brent e do comportamento do mercado cambial. Além disso, os preços finais que os consumidores pagam podem variar consoante o posto de abastecimento escolhido. Esta semana, o gasóleo recuou 2,7 cêntimos e a gasolina 2,8 cêntimos, descidas que foram ligeiramente inferiores às expectativas do mercado, que previa uma redução de três cêntimos para ambos os combustíveis.
O aumento dos combustíveis é também influenciado pelos contratos futuros do Brent, que, nesta sexta-feira, registaram uma subida de 0,18%, fixando-se em 62,37 dólares por barril. Esta movimentação acontece num contexto de baixa participação do mercado, após as festividades de Natal, onde os investidores estão a avaliar os riscos de abastecimento devido a tensões geopolíticas, especialmente após os EUA terem realizado ataques aéreos contra militantes do Estado Islâmico na Nigéria.
Apesar do aumento previsto, os preços do petróleo estão a caminho de registar a maior queda anual desde 2020. A produção crescente de petróleo, tanto do grupo OPEP+ como de países não pertencentes à OPEP, levanta preocupações sobre um possível excedente no mercado no próximo ano. Portanto, é essencial que os consumidores estejam atentos às flutuações dos preços e se preparem para o aumento dos combustíveis.
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Fonte: ECO





