A Rússia acusou a Ucrânia de tentar minar as negociações para o fim do conflito que opõe os dois países. O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Ryabkov, afirmou que o novo texto apresentado por Kiev é “radicalmente diferente” do que Moscovo tinha discutido com Washington.
Ryabkov sublinhou que a capacidade da Rússia de avançar nas negociações depende da vontade política da Ucrânia e dos seus aliados, especialmente dentro da União Europeia. O governante criticou os esforços de Kiev e dos seus apoiantes para sabotar o processo de paz, enfatizando que “sem uma resolução adequada dos problemas que originaram esta crise, será simplesmente impossível chegar a um acordo final”.
O vice-ministro russo fez um apelo à adesão à estrutura negocial que foi estabelecida entre os presidentes Vladimir Putin e Donald Trump, em agosto passado, no Alasca. Caso contrário, advertiu, “nenhum acordo poderá ser alcançado”. O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, apresentou uma versão revista do plano norte-americano, que surgiu após várias rondas de negociações na semana anterior.
A primeira proposta da Casa Branca, conhecida há mais de um mês e composta por 28 pontos, incluía exigências significativas de Moscovo, como cedências territoriais da Ucrânia e a desistência dos seus planos de adesão à NATO. A nova versão, reduzida a 20 pontos, sugere um congelamento das linhas da frente, mas não apresenta soluções imediatas para as questões territoriais. Além disso, elimina duas exigências cruciais do Kremlin: a retirada das tropas ucranianas da região do Donbass e um compromisso legalmente vinculativo da Ucrânia de não aderir à NATO.
“Este plano, se é que podemos chamá-lo assim, difere radicalmente dos pontos que desenvolvemos nas últimas semanas, desde o início de dezembro, em colaboração com o lado americano”, comentou Ryabkov.
Zelensky anunciou que poderá reunir-se no domingo, na Florida, com Donald Trump para discutir garantias de segurança para a Ucrânia, no âmbito do plano de paz. Este anúncio surgiu após o Presidente ucraniano ter mencionado que teve uma “boa conversa” com enviados norte-americanos.
Do lado russo, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, confirmou que Moscovo continua a manter contactos com representantes dos Estados Unidos. O negociador russo Kirill Dmitriev reuniu-se recentemente com interlocutores norte-americanos na Florida. Apesar de a diplomacia russa ter falado em “progresso lento, mas constante” nas conversações, Moscovo não indicou qualquer disponibilidade para retirar forças das áreas ocupadas.
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Fonte: ECO





