Rússia acusa Ucrânia de sabotar negociações de paz

A Rússia acusou a Ucrânia de tentar sabotar as negociações de paz, afirmando que o novo texto apresentado por Kiev é “radicalmente diferente” do que foi previamente acordado com os Estados Unidos. O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Ryabkov, expressou a sua preocupação em relação à vontade política da Ucrânia e dos seus aliados, especialmente na União Europeia, que, segundo ele, não estão interessados em um acordo.

Ryabkov sublinhou que a capacidade da Rússia de avançar nas negociações depende do compromisso da outra parte. Ele reiterou a necessidade de uma resolução adequada para os problemas que deram origem ao conflito, que começou com a invasão russa da Ucrânia em fevereiro de 2022. Sem essa resolução, o vice-ministro considera que “será simplesmente impossível chegar a um acordo final”.

O novo plano ucraniano, apresentado pelo Presidente Volodymyr Zelensky, surge após várias rondas de negociações. A primeira versão da proposta da Casa Branca, que continha 28 pontos, incluía exigências significativas da Rússia, como cedências territoriais por parte da Ucrânia e a desistência dos seus planos de adesão à NATO. No entanto, a versão revista, que agora conta com 20 pontos, sugere um congelamento das linhas de frente, sem oferecer soluções imediatas para as questões territoriais.

Além disso, o novo texto abandona duas exigências fundamentais do Kremlin: a retirada das tropas ucranianas da região do Donbass e um compromisso juridicamente vinculativo da Ucrânia de não aderir à NATO. Ryabkov comentou que este plano “difere radicalmente” dos pontos discutidos nas últimas semanas em colaboração com os Estados Unidos.

Zelensky também anunciou que poderá reunir-se com Donald Trump na Florida no próximo domingo para discutir garantias de segurança para a Ucrânia, no âmbito das negociações de paz. Esta reunião segue-se a uma conversa considerada “boa” entre Zelensky e os enviados norte-americanos, Steve Witkoff e Jared Kushner.

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Do lado russo, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, confirmou que Moscovo continua a manter contactos com representantes dos Estados Unidos, apesar de não ter indicado a disponibilidade para retirar forças das áreas ocupadas. Embora a diplomacia russa tenha mencionado “progresso lento, mas constante” nas conversações, a situação continua tensa e sem uma solução à vista.

Leia também: O impacto das negociações de paz na economia ucraniana.

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Leia também: Rússia acusa Ucrânia de sabotar negociações de paz

Fonte: Sapo

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