O Exército israelita cercou a cidade de Qabatiya, localizada no norte da Cisjordânia, como resposta a um ataque perpetrado por um palestiniano que resultou na morte de dois israelitas. O cerco foi implementado no sábado, dia 27, e, segundo o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, a cidade está “totalmente cercada”.
Katz afirmou que o governo adotará uma “política ofensiva e intransigente contra o terrorismo palestiniano”, destacando que o Exército está a operar com força contra as células terroristas em Qabatiya. A situação na cidade é tensa, com relatos de um “bloqueio rigoroso”, onde dezenas de cidadãos estão a ser interrogados, conforme noticiado pela agência palestiniana Wafa.
As operações do Exército incluem inspeções a residências e a conversão de uma escola local em centro de detenção e interrogatório. As tropas israelitas também bloquearam várias ruas, dificultando a circulação na área. Este cerco surge na sequência de um ataque na sexta-feira, onde um palestiniano de 34 anos esfaqueou uma jovem israelita de 18 anos e atropelou um homem de 68 anos com o seu veículo.
O agressor foi neutralizado após ser baleado por um transeunte armado, segundo informações da polícia e dos serviços de emergência. Desde o início do conflito em Gaza, que teve início a 7 de outubro de 2023 com um ataque do Hamas, a violência tem aumentado tanto em Israel como na Cisjordânia. O território, ocupado por Israel desde 1967, tem sido palco de operações militares frequentes e ataques realizados por colonos.
A escalada de tensões em Qabatiya e em outras áreas da Cisjordânia levanta preocupações sobre a segurança e a estabilidade na região. A resposta militar de Israel indica uma intensificação das medidas de segurança, mas também acentua a complexidade do conflito israelo-palestiniano.
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Qabatiya Qabatiya Nota: análise relacionada com Qabatiya.
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Fonte: Sapo





