Desde o início da campanha de vacinação contra a COVID-19, há cinco anos, Portugal já administrou mais de 32 milhões de vacinas. Este número foi revelado pela Direção-Geral da Saúde (DGS) e é considerado um resultado muito positivo, segundo Francisco George, presidente da Sociedade Portuguesa de Saúde Pública.
Em declarações à agência Lusa, Francisco George destacou a importância de continuar a vacinação, sublinhando que o vírus ainda circula, embora com menor gravidade. “É fundamental que todos compreendam a necessidade de vacinar anualmente”, afirmou, referindo-se à proteção que os anticorpos adquiridos pelos portugueses e a vacinação proporcionam.
A primeira campanha de vacinação teve início com a chegada do primeiro lote de vacinas da Pfizer-BioNTech, que foi administrado simbolicamente no Hospital de São João, no Porto. O médico infeciologista António Sarmento foi o primeiro a receber a vacina, numa cerimónia que contou com a presença da então ministra da Saúde, Marta Temido. Esta fase de vacinação começou mais de nove meses após o registo do primeiro caso de COVID-19 em Portugal.
A DGS revelou que, ao longo destes cinco anos, a vacinação evitou cerca de 12 mil mortes nos primeiros dois anos. Francisco George referiu que a decisão de vacinar toda a população foi muito oportuna e que o sucesso da campanha inicial se deveu à sua organização e liderança. “O foco agora deve ser manter o ritmo”, acrescentou.
Além das mortes evitadas, estima-se que a vacinação tenha prevenido mais de 1,2 milhões de infeções e mais de dois milhões de dias de internamento. Estes dados, apresentados pelo Infarmed e baseados em estudos do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, evidenciam a importância da vacinação, especialmente durante os períodos de maior incerteza após a fase pandémica.
Francisco George também afirmou que a vacina continua a ser adaptada às mutações do vírus, assim como acontece com a vacina da gripe. É essencial que a vacinação contra a COVID-19 seja realizada em conjunto com a vacina da gripe, especialmente nos meses mais frios do ano, priorizando os grupos mais vulneráveis, como os idosos e pessoas com doenças crónicas.
Sobre os efeitos secundários da vacina, o especialista considerou que as reações são geralmente ligeiras e não representam preocupação significativa. “As reações locais são temporárias e raramente acompanhadas de sintomas gerais”, concluiu.
A vacinação contra a COVID-19 permanece uma estratégia de saúde pública crucial, com o objetivo de mitigar o impacto do vírus e proteger a população. Leia também: A importância da vacinação sazonal.
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Fonte: ECO





