A campanha de vacinação contra a Covid-19 em Portugal, que começou há cinco anos, já resultou na administração de mais de 32 milhões de vacinas, de acordo com dados da Direção-Geral da Saúde (DGS). Este marco é visto como um grande sucesso, segundo Francisco George, presidente da Sociedade Portuguesa de Saúde Pública (SPSP) e ex-diretor-geral da Saúde.
Francisco George sublinha a importância de continuar a vacinação, afirmando que “é fundamental que todos os portugueses compreendam a necessidade de se vacinarem anualmente”. Embora a gravidade da Covid-19 tenha diminuído, o vírus continua a circular, e a vacinação é essencial para manter a proteção da população.
A primeira vacina, desenvolvida pela Pfizer-BioNTech, chegou a Portugal em dezembro de 2020 e a campanha começou simbolicamente no Hospital de São João, no Porto. O médico infeciologista António Sarmento foi o primeiro a receber a vacina, numa cerimónia que contou com a presença da então ministra da Saúde, Marta Temido.
Desde o início da vacinação, a DGS reportou que foram evitadas cerca de 12 mil mortes nos primeiros dois anos, um resultado positivo que demonstra a eficácia da campanha. Francisco George destaca que a vacinação preveniu mais de 1,2 milhões de infeções e evitou mais de dois milhões de dias de internamento.
O especialista também comentou sobre a adaptação da vacina às mutações do vírus, afirmando que a continuidade da vacinação é necessária, especialmente para os grupos mais vulneráveis, como os idosos e pessoas com doenças crónicas. “Assim como a vacina da gripe, a vacina da Covid-19 deve ser administrada em todas as estações frias do ano”, acrescentou.
Quanto às reações adversas, Francisco George considera que estas são geralmente ligeiras e não representam preocupações significativas. Os efeitos secundários são monitorizados continuamente pelo Infarmed, garantindo a segurança da vacinação.
A vacina da Covid-19 é uma estratégia de saúde pública vital, especialmente nas campanhas sazonais de Outono-Inverno, onde a prioridade é dada a grupos vulneráveis para prevenir doenças graves e hospitalizações. A mensagem é clara: a vacinação continua a ser uma ferramenta crucial na luta contra a Covid-19.
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Fonte: Sapo





