Riscos que preocupam empresários em 2026: uma análise detalhada

As empresas em Portugal estão a preparar-se para um futuro incerto, com um foco crescente nos riscos que podem impactar os seus negócios em 2026. Relatórios de consultoras e seguradoras, como a Aon e a Marsh, revelam que o cenário económico se torna cada vez mais complexo e volátil. A seguir, apresentamos os principais riscos empresariais que devem estar no radar dos gestores e mediadores de seguros.

Um dos riscos mais destacados é a instabilidade política e social. Segundo um estudo da Marsh, 54% dos empresários inquiridos identificam este fator como o mais preocupante. As decisões políticas influenciam diretamente o ambiente de negócios, afetando a regulação, os impostos e a confiança dos investidores.

Os ciberataques continuam a ser uma grande preocupação para as empresas. De acordo com o Barómetro de Risco da Allianz, 57% das empresas em Portugal consideram os incidentes cibernéticos como o risco mais grave que enfrentam. Além disso, um relatório da Hiscox revela que mais de metade das pequenas e médias empresas (PME) sofreram pelo menos um ataque nos últimos 12 meses. A crescente sofisticação dos ataques, como ransomware e phishing, exige não apenas seguros, mas também uma estratégia de resiliência digital robusta.

Outro risco significativo é a retenção e atração de talento. A Marsh aponta que 45% dos empresários estão preocupados com a escassez de profissionais qualificados, especialmente nas áreas de cibersegurança e tecnologia. A elevada rotatividade e a falta de compromisso dos colaboradores podem comprometer a sustentabilidade de muitos negócios.

Os eventos climáticos extremos também estão a ganhar destaque. No estudo da Marsh, 38% das empresas expressaram preocupação com a possibilidade de fenómenos como secas, incêndios e inundações. A Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) alertou recentemente para a exposição do setor segurador a riscos climáticos, levando os empresários a considerar não apenas seguros, mas também investimentos em práticas sustentáveis.

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A interrupção das operações é outro risco que não pode ser ignorado. Muitas empresas dependem de cadeias de abastecimento globais, e problemas logísticos ou crises políticas podem paralisar as suas atividades. A Aon também sublinha a importância de um planeamento financeiro rigoroso, uma vez que a liquidez e os fluxos de caixa são cruciais para a sobrevivência das empresas.

As alterações regulatórias e a conformidade com novas legislações são igualmente preocupantes. Segundo a WTW, 85% dos gestores consideram a violação da regulação um risco importante. A adaptação a novas leis pode gerar custos elevados e exigir reestruturações significativas nos modelos de negócio.

A reputação corporativa tornou-se um ativo valioso, mas também um risco. Com a digitalização, um escândalo de cibersegurança ou uma falha ambiental pode rapidamente afetar a imagem de uma empresa, influenciando a confiança de clientes e investidores.

Por fim, a competição e a disrupção no mercado são desafios constantes. A Aon destaca que a inovação e a adaptação já não são opcionais para muitas empresas, mas sim uma exigência para manter a relevância no mercado.

Além disso, o risco transacional, especialmente em fusões e aquisições, está a crescer. A procura por seguros transacionais aumentou, protegendo as empresas contra litígios e outras surpresas financeiras.

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Fonte: ECO

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