Como um jogador de futsal se transforma no CEO de uma das maiores empresas tecnológicas em Portugal? No mais recente episódio do podcast “E Se Corre Bem?”, Bruno Mota, CEO da Devoteam Portugal, partilha a sua trajetória, que começa no desporto coletivo e culmina na liderança empresarial. Para Mota, a atitude e o trabalho em equipa são fundamentais, refletindo-se na sua abordagem à gestão.
Bruno Mota reconhece que nunca foi o melhor jogador da sua equipa de futsal, mas acredita que essa experiência foi crucial para o seu desenvolvimento. “O que me faltava em talento, compensava com trabalho e compromisso”, afirma. Essa ética de trabalho, que aprendeu no desporto, é uma referência constante na sua vida profissional. “O desporto coletivo trouxe-me muitas lições que aplico no meu dia-a-dia”, acrescenta.
Atualmente, Mota aplica as analogias do futsal na sua visão sobre as organizações. Para ele, o maior desafio nas empresas reside nos egos e nas dinâmicas internas. “Às vezes, parece que não estamos todos a jogar com o mesmo objetivo”, explica. Neste contexto, o papel do líder é vital para garantir que todos estejam alinhados e a trabalhar em direção a um objetivo comum.
A sua formação académica no ISEL foi exigente, mas transformadora. No entanto, Mota percebeu rapidamente que a programação não era a sua vocação. “A paixão pela tecnologia manteve-se, mas precisava de um contacto humano”, revela. Assim, encontrou a sua verdadeira vocação como business manager, onde poderia conciliar a tecnologia com a interação com as pessoas.
Após experiências em empresas como a Altran e a Prime IT, Mota decidiu criar a Bold. “A decisão foi um pouco ingénua, mas estava tão focado que ia correr bem”, confessa. A Bold nasceu sem investidores, apenas com poupanças e apoio familiar, e a cultura da empresa sempre se centrou nas pessoas e nos valores.
A integração da Bold na Devoteam trouxe desafios, mas também oportunidades. Mota destaca que o crescimento da empresa nunca se baseou em figuras individuais, mas na complementaridade das competências das equipas. “Tal como no futsal, a equipa é mais importante do que o individualismo”, sublinha.
Hoje, a Devoteam conta com cerca de 1400 colaboradores em Portugal e 11 mil em 25 países. A cultura organizacional continua a ser uma prioridade, com foco no trabalho remoto, adotado antes da pandemia. Mota acredita que esta abordagem é benéfica para todos os envolvidos, mas alerta para a necessidade de equilibrar a saúde mental dos colaboradores mais jovens.
Sobre liderança, Mota defende que esta deve ser exercida pela proximidade e pelo serviço. “Eu sinto que sou um deles”, diz, enfatizando a importância de uma cultura de portas abertas. Ele acredita que as empresas devem ouvir mais os jovens e integrar as suas ideias nas decisões estratégicas.
No balanço final, Bruno Mota considera que a sua jornada tem sido positiva. “Criar uma empresa, fazê-la crescer e integrá-la num grupo internacional, mantendo uma cultura forte, são sinais claros de impacto”, conclui. “Se olharmos para os últimos 16 anos desde a criação da Bold, posso afirmar que tem corrido bem.”
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Fonte: ECO





