As diferenças salariais entre homens e mulheres em Portugal continuam a ser alarmantes, especialmente nos cargos mais qualificados. De acordo com o relatório “Igualdade de Género em Portugal de 2025”, elaborado pela Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG), as mulheres ganham, em média, 26,5% menos que os homens, mesmo após contabilizar complementos remuneratórios como prémios e horas extraordinárias.
Em termos práticos, esta desigualdade salarial traduz-se numa diferença de 835 euros por mês. Enquanto um homem em posição de quadro superior recebe cerca de 3.153,8 euros, uma mulher na mesma posição ganha apenas 2.318 euros. Este cenário revela que, à medida que as mulheres sobem na hierarquia profissional, a disparidade salarial tende a aumentar, o que levanta questões sérias sobre a equidade no mercado de trabalho.
Além das desigualdades salariais, Portugal enfrenta também desafios significativos em termos de proteção social. O país é considerado o segundo mais fraco da União Europeia na resposta à pobreza entre a população ativa. Um estudo recente indica que 37,5% das pessoas entre os 18 e os 64 anos vive em situação de pobreza, sem acesso ao Rendimento Social de Inserção (RSI) ou a outras prestações da Segurança Social. Este panorama é preocupante, especialmente quando comparado à média da União Europeia, que se situa em 16,8%.
A situação é ainda mais grave quando se considera que Portugal apresenta um dos quadros sancionatórios mais pesados, dificultando a transição de inatividade para emprego. Apenas o Chipre tem uma proporção maior de população pobre em idade ativa sem acesso a proteção social, o que coloca o país numa posição vulnerável.
A desigualdade salarial e a fraca proteção social são questões interligadas que exigem uma abordagem abrangente por parte das autoridades. A promoção da igualdade de género no mercado de trabalho e a melhoria das condições sociais são passos cruciais para garantir um futuro mais justo para todos os cidadãos.
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Fonte: ECO





