As autoridades de Taiwan expressaram hoje a sua condenação às manobras militares com fogo real que a China iniciou nas proximidades da ilha. Em um comunicado, a porta-voz presidencial, Karen Kuo, descreveu estas ações como uma campanha de “intimidação militar” e “provocações irracionais”, que, segundo Taipé, comprometem a paz na região.
Kuo sublinhou que a estabilidade no Estreito de Taiwan e no Indo-Pacífico é um “amplo consenso” da comunidade internacional. Ela alertou que os exercícios militares chineses “socavam flagrantemente a segurança regional” e desafiam o direito internacional. As críticas de Taiwan surgem após o Comando do Teatro Oriental do Exército de Libertação Popular da China ter anunciado que as manobras com munição real ocorrerão entre hoje e terça-feira, num momento em que Pequim intensifica a pressão militar sobre a ilha.
O Ministério da Defesa de Taiwan também se manifestou, denunciando “diversos tipos de hostilidade militar e operações de desinformação” por parte de Pequim. O ministério confirmou a ativação de um centro de resposta, destacando forças adequadas para proteger a soberania e a democracia da ilha. “Defender a liberdade e a democracia não é uma provocação”, afirmaram as autoridades, que acusaram a China de ser “o maior fator de perturbação da paz”.
Kuo assegurou que as Forças Armadas e os serviços de segurança de Taiwan estão a monitorizar a situação de forma “antecipada e exaustiva”, garantindo que “todas as medidas necessárias” estão em vigor para assegurar a segurança do território. “A população pode estar tranquila”, garantiu. As autoridades de Taipé defendem que uma paz obtida através da força e prontidão é a única duradoura, prometendo vigilância contínua sobre as ações da China.
Além disso, Kuo acusou a China de promover uma “expansão autoritária”, referindo episódios recentes de intimidação a países como Japão e Filipinas, que agravaram a tensão regional. A porta-voz instou Pequim a “agir com racionalidade e moderação”, evitando “erros de cálculo” e terminando com “provocações irresponsáveis”.
Os exercícios militares chineses visam, segundo o ELP, enviar um “sério aviso” às forças que defendem a independência de Taiwan e à “interferência externa”. Desde 1949, Taiwan é autogovernado, mas a República Popular da China considera a ilha uma “parte inalienável” do seu território, não excluindo o uso da força para alcançar a reunificação. O Governo de Taipé, por sua vez, defende que apenas os 23 milhões de habitantes da ilha têm o direito de decidir o seu futuro político.
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Fonte: Sapo





