A Critical Flytech está prestes a decolar, com o início das suas operações agendado para janeiro. A joint venture entre a Airbus e a Critical Software começará com uma equipa de 120 trabalhadores, com a ambição de crescer para 300 até ao final de 2028. O CEO da Critical Flytech, Ricardo Armas, revelou que a empresa já recebeu mais de 600 candidaturas para preencher as vagas disponíveis.
Para a fase inicial, a maioria dos colaboradores será transferida da Critical Software, com 100 pessoas a virem dessa empresa e 20 novas contratações a serem feitas. Esta estratégia de recrutamento visa garantir uma transição suave e a integração de competências especializadas desde o início. “A continuidade e a rapidez na operacionalização são fundamentais”, explica Armas.
Neste momento, a Critical Flytech procura engenheiros, especialmente nas áreas de engenharia de sistemas e de software, tanto para software embebido como para software aplicacional. “Estes profissionais são essenciais para enfrentar os desafios tecnológicos e a complexidade dos projetos que vamos desenvolver”, acrescenta o CEO.
A empresa tem um foco particular no talento local, especialmente nas regiões de Coimbra e Lisboa, onde existe um ecossistema tecnológico robusto. Contudo, também tem atraído a atenção de profissionais portugueses que trabalham no estrangeiro e que desejam regressar ao país para participar num projeto inovador. “A recetividade tem sido enorme”, afirma Armas, sublinhando que a diversidade de perfis recebidos demonstra a atratividade do projeto.
Atualmente, a equipa da Critical Flytech está instalada nas instalações da Critical Software, tanto em Coimbra como em Lisboa, permitindo um arranque imediato das operações. No entanto, está prevista a criação de um novo espaço dedicado em Coimbra, cuja localização ainda está a ser definida. O modelo de trabalho será híbrido, combinando trabalho presencial com flexibilidade, para promover a colaboração entre as equipas e manter a atratividade para o talento.
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Critical Flytech Nota: análise relacionada com Critical Flytech.
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Fonte: ECO





