Grupo Arié adquire Multilem e expande negócios em eventos

O grupo Arié, conhecido por ser o proprietário da Perfumes & Companhia, notificou a Autoridade da Concorrência (AdC) sobre a aquisição do controlo conjunto da empresa portuguesa Multilem. Esta empresa é especializada no design e na criação de experiências de marca, destacando-se na construção de stands para feiras e eventos empresariais. Entre os seus clientes figuram entidades como o Turismo de Portugal, a TAP, a Embratur e o Novobanco.

A Multilem é atualmente o único ativo da holding Incormate, que é detida por um grupo de oito acionistas privados. Com esta aquisição, o grupo Arié, que pertence à família de mesmo nome, diversifica ainda mais os seus investimentos em Portugal, que vão desde a importação e distribuição de perfumes e cosméticos até à restauração, com marcas como as pizzarias Capricciosa e uma sociedade com o chef José Avillez.

Além disso, o grupo Arié está presente em vários setores, incluindo pronto-a-vestir, através da marca Stefanel, e tem participações em empresas de alimentação e bebidas, alta gastronomia, mobilidade elétrica, cosmética, perfumaria, serviços logísticos e imobiliário, conforme indicado pela AdC.

O foco na Multilem deve-se à sua atuação no setor da produção e organização de eventos, que abrange desde a conceção e design até à gestão completa dos eventos. Luís Matos Chaves, diretor-geral da Multilem Portugal, revelou numa entrevista ao ECO que 80% do negócio da empresa é internacional. Embora a Multilem esteja a dar os primeiros passos no mercado chinês, os maiores investimentos a curto prazo estão direcionados para os mercados britânico e norte-americano.

“Em 2024, abriremos escritórios no Reino Unido e nos Estados Unidos, com dois planos de negócios distintos, adaptados à estratégia de cada mercado. Ambos os projetos exigirão um investimento estrutural nos próximos três a cinco anos”, afirmou Chaves.

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A AdC está a aceitar comentários sobre este plano de negócio nos próximos dez dias úteis. A autoridade, liderada por Nuno Cunha Rodrigues, alerta que as observações devem ser acompanhadas de uma versão não confidencial, sob pena de serem tornadas públicas.

Leia também: O impacto das aquisições no mercado português.

Grupo Arié Grupo Arié Nota: análise relacionada com Grupo Arié.

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Fonte: ECO

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