Incêndios florestais são o maior risco climático para o PSI

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) divulgou recentemente o seu Relatório Anual sobre a Exposição do Mercado de Capitais ao Risco Climático. Neste documento, que analisa os riscos físicos que podem impactar os organismos de investimento alternativo (OIA) em ativos imobiliários, destaca-se que os incêndios florestais são considerados o maior risco climático por 14 empresas que compõem o índice PSI.

De acordo com o relatório, os eventos climáticos extremos, como os incêndios florestais, podem ter consequências diretas e severas nas infraestruturas e recursos essenciais para a atividade económica. A CMVM alerta que esses riscos podem comprometer a continuidade operacional de várias atividades, afetando não apenas a economia, mas também a sociedade em geral.

A análise feita pela CMVM revela que a vulnerabilidade dos fundos de investimento em ativos imobiliários varia conforme o tipo de utilização dos imóveis e a sua localização. Apesar de o risco médio agregado ser considerado baixo, os OIA imobiliários nacionais estão particularmente expostos ao risco de incêndio e ao stress hídrico, especialmente em áreas propensas a esses eventos. A adoção de medidas preventivas, tanto a nível nacional como local, é essencial para mitigar os impactos desses riscos climáticos.

Entre as entidades emitentes do PSI, os riscos associados ao aumento da temperatura, especialmente os incêndios florestais, são destacados como preocupantes. O relatório menciona que a possibilidade de disrupção das atividades e danos aos ativos, resultantes de eventos climáticos extremos, são questões que devem ser consideradas. Além disso, a redução das emissões de gases com efeito de estufa (GEE) é apresentada como um compromisso fundamental por parte dessas entidades.

O objetivo do Relatório da CMVM é aumentar a compreensão sobre a exposição aos riscos climáticos e estimular a reflexão sobre a sua gestão. A CMVM defende a importância de uma transição para uma economia mais sustentável e sublinha o papel do mercado de capitais como um meio crucial para financiar essa mudança. O regulador compromete-se a promover um mercado de capitais baseado em boas práticas e em informação de qualidade, permitindo que os investidores tomem decisões de investimento mais informadas e alinhadas com os seus objetivos.

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Fonte: Sapo

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